Mercado abrirá em 9 mins
  • BOVESPA

    113.512,38
    +480,38 (+0,42%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.801,68
    +163,28 (+0,34%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,49
    -0,04 (-0,05%)
     
  • OURO

    1.784,90
    -4,80 (-0,27%)
     
  • BTC-USD

    23.709,71
    -277,84 (-1,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    564,82
    -7,10 (-1,24%)
     
  • S&P500

    4.305,20
    +8,06 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.152,01
    +239,61 (+0,71%)
     
  • FTSE

    7.514,68
    -21,38 (-0,28%)
     
  • HANG SENG

    19.922,45
    +91,93 (+0,46%)
     
  • NIKKEI

    29.222,77
    +353,86 (+1,23%)
     
  • NASDAQ

    13.539,75
    -118,50 (-0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2841
    +0,0523 (+1,00%)
     

Alta carga tributária do Brasil ficaria em 13º em ranking de países da OCDE; confira lista

Apesar de alta, a carga registrada no Brasil ficou abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Pixabay)
Apesar de alta, a carga registrada no Brasil ficou abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (Pixabay)

Por Marina Ogawa (@maaogawa)

Novos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foram divulgados recentemente em um estudo das estatísticas de receitas dos países. Neste levantamento, ficou evidenciado que as receitas fiscais como o PIB continuaram e a crescer e, por consequência, a carga tributária também.

A carga tributária brasileira, ou seja, o patamar de impostos pagos em relação à riqueza de um país, chegou a 32,4% do PIB em 2017, de acordo com a Secretaria da Receita Federal em dado divulgado em dezembro deste ano. O índice é o maior registrado em quatro anos.

Na comparação com países da OCDE, que engloba 36 membros – e no qual o Brasil não participa -, a carga tributária brasileira ficaria na 13ª posição. Lidera o ranking de país pertencente à organização com maior carga a França, com 46,2% do PIB.

Apesar de alta, a carga registrada no Brasil ficou abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registrou 34,2%.

Os países da OCDE que pagam mais tributos que o Brasil são: França (46,2%), Dinamarca (46%), Suécia (44%), Itália (42,4%), Grécia (39,4%), Holanda (38,8%), Hungria (37,7%), Alemanha (37,5%), República Tcheca (34,9%), Portugal (34,7%), Polônia (33,9%) e Reino Unido (33,3%).

Os países da OCDE que pagam menos tributos que o Brasil são: Japão (30,6%), Suíça (28,5%), Estados Unidos (27,1%), Coreia do Sul (26,9%), Turquia (24,9%), Irlanda (22,8%), Chile (20,2%) e México (16,2%).

Ao observar o ranking da OCDE pode surgir a incógnita: por que então, apesar de pagarmos mais impostos, a população de países que pagam menos vive melhor? De acordo com Edison Carlos Fernandes, especialista em Direito Tributário e professor do CEU Law School, “o problema no Brasil não é a carga tributária em si, mas o retorno”.

Entre as causas para este problema estão, segundo Fernandes, a corrupção, ineficiência nos serviços públicos e excesso de máquina pública, como os gastos com a Previdência.

Vale lembrar também que os tipos de tributos aplicados nos outros países são semelhantes aos do Brasil e, “normalmente, a maior arrecadação vem dos impostos sobre a renda e sobre o consumo”.

Para Edison Carlos Fernandes, o Brasil poderia aproximar seu sistema tributário com outros países em dois sentidos:

1. Reduzir a tributação sobre o consumo e aumentar a tributação sobre a renda, por ser mais individualizado e capaz de acompanhar a capacidade tributária, portanto, mais justo;

2. Substituir os diversos tributos sobre o consumo (hoje, há cinco tributos sobre o consumo no Brasil) por um único imposto mais amplo e de controle mais simples.

Quanto à complexidade tributária, o especialista destaca que isso ocorre em quase todos os países. “Porém, no Brasil, encontramos o seguinte paradoxo: apesar de o sistema de informação fiscal brasileiro ser o mais avançado do mundo, os contribuintes brasileiros, especialmente as empresas, são aqueles que mais tempo gastam no cálculo dos tributos e no envio das informações fiscais”, finaliza.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos