Alimentos mantêm liderança dos impactos no IPCA

Os preços dos alimentos subiram 1,36% em outubro, o que manteve o grupo na liderança dos principais impactos sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos alimentícios foram responsáveis por 54% da inflação de 0,59% registrada em outubro, um impacto de 0,32 ponto porcentual. Em setembro, a taxa de alimentação e bebidas foi de 1,26%.

Alguns itens alimentícios também lideraram os principais impactos na inflação do mês passado. O item de maior influência no IPCA de outubro foi o arroz, que ficou 9,88% mais caro, um impacto de 0,06 ponto porcentual. Em setembro, o arroz já tinha subido 8,21%.

O segundo maior impacto no IPCA foi do item carnes, com alta de 2,04% e impacto de 0,05 ponto porcentual, após já ter aumentado 2,27% em setembro. Em terceiro lugar no ranking, figurou o item refeição fora do domicílio, que aumentou 0,70% em outubro, um impacto no IPCA de 0,03 ponto porcentual, após já ter registrado alta de 0,74% no mês anterior.

Alta do IPCA em outubro é a maior desde abril deste ano

A alta de 0,59% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro foi a maior taxa desde abril (0,64%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação também ficou acima do 0,43% registrado em outubro de 2011. O resultado mostra que a inflação oficial voltou a afastar-se do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%. A taxa acumulada em 12 meses saiu de 5,28% para 5,45%, também a maior variação no período desde fevereiro, quando ficou em 5,85%.

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