Alimentos desaceleram IPC na 2ª prévia do IGP-M

A queda nos preços dos alimentos puxou a desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dentro da segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas. O IPC-M desacelerou de 0,52% da segunda prévia de outubro para 0,23% na prévia divulgada nesta segunda-feira. No mesmo período, a taxa do grupo Alimentação passou de uma alta de 0,94% para um recuo de 0,09%. Os destaques foram quedas de preços das carnes bovinas (de 2,96% para -1,16%) e das hortaliças e legumes (de -6,69% para -12,29%), além da desaceleração dos alimentos prontos congelados (de 3,47% para 0,49%).

Também houve redução nas taxas de variação dos grupos Habitação (de 0,48% para 0,24%), Comunicação (de 0,68% para 0,04%), Vestuário (de 0,71% para 0,57%) e Despesas Diversas (de 0,26% para 0,22%), sob a influência dos itens empregados domésticos (de 0,74% para 0,12%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,49% para -0,78%), calçados (de 1,16% para 0,35%) e clínica veterinária (de 0,48% para 0,32%).

Na direção oposta, houve aumento na inflação dos grupos Transportes (de 0,11% para 0,37%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,19% para 0,29%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,49% para 0,51%), com destaque para os itens gasolina (de 0,07% para 1,63%), excursão e tour (de -2,40% para 1,59%) e medicamentos em geral (de -0,02% para 0,45%).

IPA

A inflação agropecuária voltou a registrar variação negativa no atacado. Os preços dos produtos agrícolas no atacado caíram 0,58% na segunda prévia do IGP-M de novembro, após já terem registrado queda de 0,40% na segunda prévia do mesmo índice em outubro. De acordo com a FGV, os preços dos produtos industriais no atacado tiveram redução de 0,25% na segunda prévia anunciada hoje, em comparação com a alta de 0,17% na segunda prévia de outubro.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais recuaram 0,68% na segunda prévia de novembro, após subirem 0,46% na segunda prévia de outubro. Já os preços dos bens intermediários apresentaram aumento de 0,13% na prévia divulgada hoje, após elevação de 0,54% na segunda prévia do IGP-M de outubro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa negativa de 0,58% na segunda prévia de novembro, depois de uma queda de 1,12% na segunda prévia de outubro.

INCC

A redução no ritmo de aumento de preços de materiais e serviços da construção levou a uma desaceleração na taxa do Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) na segunda prévia de novembro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). O INCC-M saiu de uma alta de 0,21% na segunda prévia de outubro para um aumento de 0,17% na prévia divulgada nesta segunda-feira.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,24% na segunda prévia de novembro, após registrar aumento de 0,42% na mesma prévia do mês anterior. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra teve uma taxa de 0,11% na prévia divulgada hoje, após ter ficado estável na segunda prévia de outubro (0,0%).

Na segunda prévia do INCC-M de novembro, ficaram mais caros os itens ajudante especializado (0,17%), condutores elétricos (1,78%), metais para instalações hidráulicas (0,65%), tubos e conexões de PVC (0,79%) e servente (0,12%). Na direção oposta, houve redução nos preços de pias, cubas e louças sanitárias (-0,31%), gesso (-0,47%), aduela e alizar de madeira (-0,14%), placas cerâmicas para revestimento (-0,08%) e areia lavada (-0,21%).

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