Alimentação ajuda a desacelerar inflação do consumidor

A principal contribuição para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,58% em outubro para 0,33% em novembro, veio do grupo Alimentação, que variou de 1,08% para 0,08% no período. Os dados, divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) dentro do fechamento do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), mostram que nessa classe de despesas o destaque ficou com o item carnes bovinas (de 3,05% para -1,06%), hortaliças e legumes (de -6,34% para -11,98%) e arroz e feijão (de 6,36% para 1,91%).

Já os itens que exerceram as maiores influências negativas no IPC foram tomate (de -19,44% para -31,67%), cebola (de 4,62% para -11,50%), cenoura (de -18,85% para -17,02%), batata-inglesa (de 13,93% para -5,98%) e carne moída (de 3,35% para -3,65%).

Os itens que apresentaram as maiores influências positivas no IPC foram tarifa de eletricidade residencial (de -0,07% para 0,97%), refeições em bares e restaurantes (de 0,66% para 0,47%), gasolina (de 0,53% para 0,90%), condomínio residencial (de 0,35% para 1,04%) e sanduíches (de 0,54% para 2%).

Também foram registrados decréscimos nas taxas de variações de outras três classes de despesa do IPC de outubro para novembro: comunicação (de 0,69% para 0,08%), vestuário (de 0,82% para 0,77%) e despesas diversas (de 0,41% para 0,20%). Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram tarifa de telefone móvel (de 1,72% para 0,73%), roupas (de 0,73% para 0,67%) e serviço religioso e funerário (de 1,42% para 0,23%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (de 0,18% para 0,50%), transportes (de 0,21% para 0,25%), saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,50%) e habitação (de 0,46% para 0,47%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Para essas classes de despesa, destaque para o comportamento dos preços dos itens excursão e tour (de -2,02% para 1,67%), gasolina (de 0,53% para 0,90%), medicamentos em geral (de 0,07% para 0,32%) e tarifa de eletricidade residencial (de -0,07% para 0,97%).

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