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Alice Walker discute cultura das mulheres negras na Flip com Evaristo

·2 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As afinidades eram tantas que parece que a mesa da Flip que aconteceu neste sábado (4) foi só o empurrãozinho que faltava para um encontro que deveria acontecer de qualquer jeito entre a americana Alice Walker e a brasileira Conceição Evaristo.

O principal mote da conversa foram os modos de se manifestar literariamente como mulher negra --tanto os jeitos de abrir portas comumente emperradas quanto os desafios de fazer jus a uma herança cultural de muitas gerações que haviam sido silenciadas.

"Não importa o que as pessoas digam sobre você ou o quanto elas queiram que se cale, seu trabalho como mulher negra é lembrar por que você está neste mundo e florescer com ele", disse Walker, lembrando que seu maior sucesso, "A Cor Púrpura", foi atacado mesmo depois de torná-la a primeira negra a vencer o Pulitzer de ficção.

"Percebi que, antes de reclamar que não entendiam o meu dom, eu deveria fundar minha própria editora e publicar outras mulheres. Antes da pergunta 'por que não somos publicadas?' vem 'podemos publicar a nós mesmas?'".

Evaristo arrancou gargalhadas da americana ao emendar a fala dela com o ditado "os cães ladram e a caravana passa". "A fala que prefacia os nossos textos é a de nossas ancestrais. São vozes matrizes que, na maioria das vezes, se realizaram no silêncio. A gente pega esse silêncio e o transforma em gritos."

A mesa seguinte foi marcada pelo lirismo suave do chileno Alejandro Zambra e da poeta mineira Ana Martins Marques, que pensaram a relação entre escrever e plantar. A imagem dos jardins evoca "uma tentativa de aproximação, mas ao mesmo tempo uma certa consciência da fratura", afirmou Marques. Já Zambra falou da sensação de repressão em seu primeiro romance, "Bonsai". "Bonsais são árvores reprimidas e acho isso comovente."

A festa literária de Paraty termina neste domingo.

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