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Alibaba busca até US$ 15 bi com listagem em Hong Kong: Fontes

Lulu Chen, Carol Zhong e Manuel Baigorri
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Alibaba busca até US$ 15 bi com listagem em Hong Kong: Fontes

(Bloomberg) -- O Alibaba avança os planos de levantar até US$ 15 bilhões com uma venda de ações em Hong Kong, disseram pessoas com conhecimento do assunto, o que seria uma grande vitória para uma cidade abalada por meses de protestos.

A maior empresa da Ásia em valor de mercado agora se prepara para uma audiência de listagem no início da semana que vem, conforme exigido por empresas com estreia prevista na Bolsa de Hong Kong, disseram as pessoas, que falaram sob anonimato. A empresa não quis comentar e-mail.

A oferta de ações do Alibaba, que pode ser a maior do mundo este ano, seria uma conquista para a Bolsa de Valores de Hong Kong, que perdeu muitas das maiores estrelas do setor de tecnologia da China para mercados nos Estados Unidos. O gigante chinês de comércio eletrônico pretendia realizar o IPO assim que o verão acabasse no hemisfério norte, mas os protestos pró-democracia abalaram o centro financeiro, enquanto as tensões comerciais entre Washington e Pequim obscureceram as perspectivas do mercado. Na quinta-feira, EUA e China concordaram em reverter tarifas mútuas sobre produtos em fases, enquanto trabalham para fechar um acordo.

“Provavelmente querem minimizar o risco de uma guerra comercial com os EUA”, disse Danny Law, analista da Guotai Junan International Holdings, com sede em Hong Kong. “Faz muito sentido.”

O Alibaba - que tinha aproximadamente US$ 57 bilhões de caixa e equivalentes em setembro - liderou um boom nacional do comércio eletrônico alimentado por uma classe média cada vez mais rica. Mas, assim como a arqui-inimiga Tencent, o Alibaba enfrenta desafios diante da desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Os sinais de desaquecimento aumentam. O crescimento do PIB da China deverá ficar abaixo de 6%, o que seria o ritmo mais lento de expansão da economia em três décadas. Ainda assim, na semana passada o Alibaba divulgou um aumento de 40% na receita trimestral, destacando a resiliência dos gastos dos consumidores. Na segunda-feira, a empresa encerra seu evento de vendas mais importante do ano - o Dia dos Solteiros -, que deve oferecer mais pistas sobre a saúde do consumo.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Lulu Chen Hong Kong, ychen447@bloomberg.net;Carol Zhong Hong Kong, yzhong71@bloomberg.net;Manuel Baigorri Hong Kong, mbaigorri@bloomberg.net

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