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Aliança pelo Brasil: Bolsonaro pede 'críticas moderadas'

(AP Photo/Eraldo Peres)

Ao discursar para uma plateia inflamada no lançamento do seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, o presidente Jair Bolsonaro pediu que críticas aos três poderes sejam feitas de modo moderado.

- Sabemos que todos os poderes têm problemas. O meu também. (...) Vamos fazer crítica sim, mas com moderação. É o Brasil que nós temos. Nós vamos buscando adequá-lo naquilo que o povo quer - disse Bolsonaro, aclamado presidente da legenda.

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Bolsonaro diz que tem conversado com todos os parlamentares com exceção dos da esquerda, e ressaltou que têm diálogo com o chefe dos demais poderes.

Os apoiadores do presidente costumam fazer crítica ao Congresso e também ao Supremo Tribunal Federal.Ao ler o estatuto, o advogado Admar Gonzaga disse que o partido terá regras de compliance.

- A Aliança não aceitará pessoas condenadas em segunda jurisdição por crimes hediondos, crimes sexuais contra crianças, estelionato, corrupção e crimes de lavagem de dinheiro. Não queremos essas pessoas no partido. Pessoas que só pensam em dinheiro - disse o advogado Admar Gonzaga, que leu o estatuto do partido.

O partido em criação Aliança pelo Brasil será comandado pelo presidente Jair Bolsonaro e terá o senador Flávio Bolsonaro, seu primogênito, como vice-presidente.

A executiva foi anunciada em evento, em um hotel de luxo de Brasília.

Completam a cúpula da legenda o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, que será o primeiro-secretário, e a advogada Karina Kufa, para a tesouraria.

A comissão provisória de trabalho do partido é integrada por outras 11 pessoas, entre eles o filho homem mais novo do presidente, Jair Renan Bolsonaro, e dois assessores do seu gabinete no Palácio do Planalto, Sérgio Rocha Cordeiro e Tércio Arnaud.

Assessor do deputado Eduardo Bolsonaro, Carlos Eduardo Guimarães também está no grupo.