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Aliados de Bolsonaro defendem que Léo Índio deixe gabinete de senador pego com dinheiro na cueca

Redação Notícias
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Léo Índio é assessor no gabinete do senador Chico Rodrigues, flagrado pela PF com dinheiro entre as nádegas. (Foto: Reprodução/Instagram)
Léo Índio é assessor no gabinete do senador Chico Rodrigues, flagrado pela PF com dinheiro entre as nádegas. (Foto: Reprodução/Instagram)

Integrantes do governo e aliados do presidente Jair Bolsonaro têm defendido que Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, deixe o cargo no gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). O agora ex-vice-líder do governo Bolsonaro no Senado foi flagrado pela Polícia Federal escondendo R$ 30 mil em seu corpo, inclusive dentro do seu ânus e entre suas nádegas.

As informações são da jornalista Bela Megale, publicadas em sua coluna no O Globo.

Léo Índio, primo de três filhos do presidente, é assessor parlamentar de Chico Rodrigues e possui um salário é de pouco mais de R$ 14 mil por mês. A colunista informou que tentou contato com Léo Índio por meio de mensagens. O assessor teria visualizado, mas não respondeu, segundo ela.

Já nas primeiras horas após a ação da PF, aliados do presidente passaram a avaliar que a repercussão da notícia causava constrangimento para o Planalto e que a permanência de Rodrigues na vice-liderança — responsável por defender pautas do governo no Legislativo — era insustentável.

Desde a noite de quarta (14), aliados passaram a disparar mensagens a Rodrigues sugerindo que ele saísse da vice-liderança o quanto antes para centrar esforços na sua defesa, tanto a jurídica quanto a do seu mandato. Segundo um aliado do governo, Rodrigues no momento não tem condições de defender nada, a não ser ele mesmo.

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O coro foi engrossado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que defendeu a saída de Rodrigues da vice-liderança. "Eu acho que seria bom ele voluntariamente [sair], até para ele poder se defender das acusações que tem de forma mais livre", declarou o vice na manhã desta quinta.

O presidente Bolsonaro, por sua vez, falou sobre o caso na saída do Palácio da Alvorada, quando parou para conversar com apoiadores. Ele marcou distância de Rodrigues e defendeu o trabalho dos policiais. O presidente já disse ter quase uma união estável com o senador.

"Parte da imprensa [está] me acusando de o cara [Rodrigues] ser meu amigo, [que] eu [o] coloquei como vice-líder, [que] em consequência eu não combato a corrupção. Essa operação da PF [Polícia Federal] de ontem [quarta-feira] foi em conjunto com a CGU [Controladoria-Geral da União], cujo ministro é o capitão Wagner Rosário. Essa operação foi desencadeada conjuntamente [entre] CGU e PF: ou seja, nós estamos combatendo a corrupção, não interessa quem seja a pessoa suspeita", declarou o presidente.

"Essa investigação de ontem [quarta-feira] foi um exemplo típico do meu governo, que não tem corrupção no meu governo e [que] combate a corrução seja quem for", acrescentou.

O senador disse, em nota publicada na quarta após a operação, que confia na Justiça e que irá provar que não tem envolvimento com qualquer ato ilícito.