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Alguns investidores buscam reduzir exposição a risco conforme Fed começa a reduzir estímulos

·3 min de leitura
Sede do Fed em Washington

Por Gertrude Chavez-Dreyfuss e Saqib Iqbal Ahmed

NOVA YORK (Reuters) - O anúncio de redução de estímulos pelo Fed, embora já tivesse sido sinalizado, fez pouco para acalmar os nervos de alguns investidores, que permanecem nervosos com a inflação persistente e buscam reduzir sua exposição ao risco conforme se preparam para tempos mais difíceis.

O Federal Reserve disse na quarta-feira que começará a reduzir suas compras mensais de títulos neste mês com planos de encerrá-las em 2022, marcando o início de uma política monetária menos estimulativa. Mas o banco central norte-americano manteve sua visão de longa data de que a inflação alta se provará "transitória" e provavelmente não exigirá aumento rápido dos juros, o que levou os investidores a chamá-la de "redução de estímulos 'dovish' (inclinado a condições monetárias mais flexíveis).".

A reação do mercado imediatamente após o anúncio foi tímida, com o dólar caindo e as ações dos EUA subindo. Os investidores, no entanto, disseram que isso pode não ser sustentado no longo prazo.

"Com a inflação persistindo de maneira muito forte ... as pessoas ficarão um pouco mais nervosas. É quando você verá os investidores talvez reduzindo suas exposições ao risco", disse Lon Erickson, gerente de portfólio da Thornburg Investment Management, acrescentando que isso poderia acontecer durante o primeiro semestre de 2022.

As políticas de "dinheiro fácil" do banco central norte-americano têm sido uma fonte de apoio significativa para os mercados financeiros, com o S&P 500 mais do que dobrando desde sua mínima de março de 2020, no início da pandemia. No entanto, isso levantou preocupações sobre "valuations" (valorizações) esticadas e forte fluxo para ativos comparativamente arriscados, como ações.

"É um jogo perigoso, quando as condições financeiras estão tão frouxas, a economia está indo tão bem e as pressões inflacionárias tão altas, administrar uma política monetária de ambiente semelhante a uma crise", disse Troy Gayeski, estrategista-chefe de mercado da FS Investments.

Ele aconselha investidores a buscarem produtos com proteção contra a inflação e evitar investimentos como Treasuries de longa duração, cujo valor se desgasta com a inflação. "Mas isso pode estar nos preparando para um 2022 realmente difícil."

Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Independent Advisor Alliance, disse que, dada a incerteza sobre a inflação e os juros nos próximos 12 meses, acredita ser prudente manter a exposição a ações, mas realocar as carteiras visando empresas com balanços sólidos e poder de precificação robusto, fugindo de nomes que são mais especulativos por natureza.

Cliff Hodge, diretor de investimentos da Cornerstone Wealth, disse que, num ambiente de "redução de estímulos 'dovish'", está buscando ativos de menor volatilidade e maior qualidade.

Apesar da redução de estímulos, alguns investidores ainda veem um ambiente de investimento positivo.

Jack Ablin, diretor de investimentos da Cresset Wealth Advisors -- que disse se sentir confortável como proprietário de ações apesar de algumas reservas sobre valorizações elevadas -- acha que a reunião de quarta-feira e os comentários do chair do Fed, Jerome Powell, foram tranquilizadores.

"Acho que a economia está forte o suficiente para resistir a um Fed mais restritivo", disse Ablin.

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