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Pais trocam nome da filha Alexa por causa de bullying

Caso é apenas mais um de Alexas afetadas pelo nome da assistente virtual da Amazon (Photo by Neil Godwin/Future Publishing via Getty Images)
Caso é apenas mais um de Alexas afetadas pelo nome da assistente virtual da Amazon (Photo by Neil Godwin/Future Publishing via Getty Images)
  • Campanha já existe para que Amazon troque o nome Alexa de sua assistente virtual;

  • Caso na Alemanha teve de ir à Justiça, após conselho local se recusar a realizar a mudança;

  • Este é mais um exemplo de casos de pessoas chamadas Alexa que tiveram a vida afetada pelo dispositivo da Amazon.

Uma família na Alemanha entrou em uma disputa judicial para mudar oficialmente o nome de sua filha de seis anos, Alexa, por causa do bullying feito com a menina, associando-a à assistente virtual da Amazon.

A família ganhou o processo judicial para mudar legalmente o nome de sua filha em idade pré-escolar depois de ter seu pedido negado pelo conselho local em Göttingen, uma pequena cidade localizada a cerca de 300 quilômetros a sudoeste da capital Berlim.

Para alterar seu nome na Alemanha, um indivíduo deve primeiro apresentar um arquivo ao conselho local e a alteração geralmente só é permitida se os funcionários considerarem importante, informou o jornal irlandês Buzz.

O pedido dos pais foi inicialmente negado pelo conselho local, obrigando-os a levar o caso a um tribunal superior, onde detalharam como sua filha havia sido submetida a bullying por ter o mesmo nome da assistente digital ,cujos usuários acionam dizendo o nome "Alexa"

A filha, cujo novo nome não foi revelado, sofria com os colegas dando comandos para ela no parquinho, enquanto em outra instância um homem adulto se aproximava dela na rua e provocava: “Alexa, dance para mim!”.

Este exemplo na Alemanha é apenas o mais recente de uma lista cada vez maior de adultos e crianças que sentem que foram forçados a mudar de nome depois que a Amazon introduziu o assistente virtual no mercado em novembro de 2014.

Uma campanha foi criada por uma mulher do estado de Massachusetts, cuja filha se chama Alexa, para fazer com que a Amazon mudasse o nome da assistente virtual ativada por voz.

“Minha filha Alexa tem nove anos agora. A coisa toda é um passo além das provocações e bullying ‘normais’. É o apagamento de identidade”, disse Lauren Johnson, fundadora do Alexa is a Human, em entrevista à BBC em julho de 2021. “A palavra Alexa se tornou sinônimo de servo ou escravo. Dá às pessoas uma licença para tratar as pessoas com o nome Alexa de maneira subserviente”, acrescentou.

Em resposta, um porta-voz da Amazon reconheceu que “bullying de qualquer tipo é inaceitável, e nós o condenamos nos termos mais fortes possíveis”, mas afirmou que as palavras de ativação podem ser personalizadas para algo diferente de "Alexa”.

“Projetamos nosso assistente de voz para refletir as qualidades que valorizamos nas pessoas – ser inteligente, atencioso, empático e inclusivo. Como alternativa ao Alexa, oferecemos várias outras palavras de ativação que os clientes podem escolher, incluindo Echo, Computer, Amazon e Ziggy”, disse. A empresa ainda afirmou que esse nome foi escolhido tanto por questões técnicas, quanto para prestar homenagem histórica à Biblioteca de Alexandria, que eles dizem ser "reflexivo da profundidade de conhecimento da Alexa”.