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Alexa com síndrome de Burnout? Entenda como a IA pode conscientizar sobre o tema

Nathan Vieira
·4 minuto de leitura

De acordo com dados do ISMA BR (International Stress Management Association BR), 72% dos brasileiros no mercado de trabalho sofrem de alguma sequela causada por estresse, e 32% têm Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema relacionada ao trabalho. E foi com isso em mente que a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e a inteligência artificial da Amazon, Alexa, se uniram nesta quarta (9) para informar e conscientizar sobre a síndrome.

Nessa parceria, a inteligência artificial fará um alerta sobre o tema toda vez que os usuários perguntarem "Alexa, tudo bem?". Normalmente, quem pergunta "Tudo bem?" para Alexa ouve uma resposta acompanhada por uma curiosidade ou um fato. Mas nesta terça, tanto o conteúdo quanto o tom de voz da inteligência artificial passam por mudanças.

Sendo assim, ao ser questionada, a Alexia vai responder o seguinte: "Oi... ah, tudo bem. Sei lá, acho que, sim, tô bem. Na verdade, estou bem sim. E você, já se perguntou como você está? Porque em tempos de home office, nem sempre a gente presta atenção, mas desânimo e cansaço constante podem ser sintomas da Síndrome de Burnout. Se quiser saber mais sobre isso, me pergunte o que é a Síndrome de Burnout".

Inteligência artificial da Amazon, Alexa, traz conscientização sobre a Síndrome de Burnout (Imagem: Nicolas J Leclercq/Unsplash)
Inteligência artificial da Amazon, Alexa, traz conscientização sobre a Síndrome de Burnout (Imagem: Nicolas J Leclercq/Unsplash)

As respostas da Alexa foram criadas com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria e estarão disponíveis para clientes que tenham um dispositivo com Alexa, como dispositivos da Amazon, como smart speakers da família Echo e Fire TV Stick Lite, entre outros de diversas marcas, ou que usem o app gratuito Alexa em dispositivos Android e iOS. A iniciativa foi desenvolvida pelas equipes da agência Africa e Alexa com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Essa parceria vem em resposta ao fato de que a cada 10 pessoas com Burnout, 9 continuam trabalhando e não buscam qualquer tipo de tratamento, seja por falta de diagnóstico, desconhecimento dos sintomas, ou até mesmo pelo estigma que ainda existe em relação à doença. Assim, considerando a mudança de rotina e o trabalho de casa por conta da pandemia da COVID-19 há praticamente um ano, muitos brasileiros podem estar com Síndrome de Burnout e não sabem. Inclusive, já fizemos um especial de duas partes (1, 2) sobre a saúde mental na pandemia.

Como saber se estou com síndrome de Burnout?

Segundo Dr. Antônio Geraldo Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, grande parte da população sofre com Burnout, mas a maioria ou não percebe – por desconhecer sua variedade de sintomas — ou não trata — por vergonha, ou medo da reação do empregador. "Se não tratada adequadamente, a síndrome pode levar a agravamento de doenças mentais como a depressão, o transtorno de humor bipolar, esquizofrenia e outros quadros, que dependem de uma intervenção precoce. Quanto mais falarmos sobre isso, quanto mais educarmos sobre os sintomas, mais chances das pessoas procurarem por ajuda médica e mais chances de realizarmos tratamentos precoces e evitarmos quadros graves”, explica.

Mas como saber se está com a síndrome ou não? Os sintomas da Síndrome de Burnout podem variar em grau e intensidade, mas costumam estar atrelados à sensação de esgotamento físico e emocional que se refletem em atitudes negativas como: ausência no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, pessimismo e baixa autoestima.

Especialistas esclarecem como identificar a síndrome de Burnout e o que fazer para tratar; as orientações envolvem buscar ajuda médica (Imagem: Anthony Tran/Unsplash)
Especialistas esclarecem como identificar a síndrome de Burnout e o que fazer para tratar; as orientações envolvem buscar ajuda médica (Imagem: Anthony Tran/Unsplash)

Dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais também são manifestações físicas que podem estar atreladas à síndrome. Em caso de suspeita, a orientação é sempre procurar por ajuda médica.

"A vida sempre nos expõe a situações difíceis. O exercício do trabalho não é diferente, assim é natural que o trabalho possa ser desafiador e muitas vezes possa gerar sentimentos de medo frente a desafios, conflitos e dificuldades nesse contexto. No entanto, a exacerbação dos sentimentos de desconforto emocional e físicos podem evidenciar que se está entrando em Burnout", observa Dr. Henrique Bottura, psiquiatra diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista e colaborador do ambulatório de impulsividade do Hospital das Clínicas de São Paulo.

"Apresentar a sensação de necessidade de evitar (desconforto emocional, medo) o ambiente de trabalho é um sinal do organismo de que o ambiente tem algo de ameaçador que precisa ser compreendido pelo indivíduo, algumas vezes o ambiente ou as pessoas do ambiente de trabalho podem ser hostis. Por outro lado, muitas vezes o funcionamento não se adapta ao nível de exigência ou de exposição emocional que o trabalho necessita", reflete o especialista. "Percepção de que se está mais irritado no ambiente de trabalho, crises de ansiedade e pânico podem ser sinais de que há algo a ser feito para evitar que a síndrome se estabeleça", conclui.

Fonte: Canaltech

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