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Alemanha vai nacionalizar atribulado importador de gás Uniper

O Estado alemão vai nacionalizar a gigante da energia Uniper, sufocado pelos cortes no fornecimento de gás russo, anunciou nesta quarta-feira Berlim e o proprietário finlandês da empresa, o grupo público Fortum.

"O governo assumirá cerca de 99% da Uniper", disse o ministério da Economia alemão em comunicado.

"A Uniper é um pilar central do fornecimento de energia alemão", considerou Berlim para justificar a intervenção.

A empresa fornece gás para centenas de municípios alemães. O acordo substitui um plano de ajuda inicial divulgado em julho, segundo o qual Berlim teria uma participação de 30% no grupo, o maior importador de gás da Alemanha.

Berlim vai comprar todas as ações da Fortum ao preço de 1,70 euro por ação, por um total de 500 milhões de euros, segundo o documento.

A Alemanha também realizará um aumento de capital de 8 bilhões de euros na empresa, disse o governo.

"Nas atuais circunstâncias do mercado energético europeu, e reconhecendo a gravidade da situação da Uniper, este desinvestimento da Uniper é o passo certo, não só para a Uniper, mas também para a Fortum", declarou Markus Rauramo, presidente do grupo finlandês.

Rauramo acrescentou que "o papel do gás na Europa mudou desde que a Rússia atacou a Ucrânia, e as perspectivas para um portfólio intensivo em gás também mudaram", inviabilizando a participação da Uniper nesse mercado.

A empresa era o principal cliente da gigante russa Gazprom na Alemanha. Para cumprir seus contratos, agora tem que buscar o gás no mercado spot, onde os preços dispararam.

No total, as perdas sofridas somam "8,5 bilhões de euros", disse Fortum na quarta-feira. A situação piorou quando a Gazprom fechou temporariamente seu gasoduto Nord Stream 1, o principal fornecedor de gás russo para a Alemanha, no início de setembro.

- Dependência do gás russo -

Berlim alertou nos últimos meses sobre o "efeito Lehman Brothers" que uma falência da Uniper teria nos mercados de energia.

Dada a importância da Uniper, seu colapso abalaria o mercado de energia e causaria escassez para seus milhares de clientes.

O governo alemão também entrou em negociações com outro fornecedor de gás, a VNG, em setembro sobre um possível pacote de ajuda.

A invasão russa da Ucrânia provocou um terremoto no mercado de energia europeu, intensificando a pressão sobre os fornecedores e aumentando os temores de possíveis desabastecimentos durante o inverno.

A Alemanha ficou particularmente exposta a esta situação devido à sua elevada dependência das importações de energia de Moscou.

Desde o início da guerra, Berlim tem lutado para se livrar do gás russo e garantir suprimentos alternativos.

As autoridades assumiram os principais componentes da infraestrutura energética que estavam nas mãos das empresas russas e ordenaram o preenchimento de depósitos de gás.

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