Mercado abrirá em 8 h 6 min
  • BOVESPA

    113.812,87
    +105,11 (+0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.729,80
    -4,24 (-0,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    90,14
    -0,36 (-0,40%)
     
  • OURO

    1.766,50
    -4,70 (-0,27%)
     
  • BTC-USD

    22.809,94
    -596,25 (-2,55%)
     
  • CMC Crypto 200

    542,32
    -15,41 (-2,76%)
     
  • S&P500

    4.283,74
    +9,70 (+0,23%)
     
  • DOW JONES

    33.999,04
    +18,72 (+0,06%)
     
  • FTSE

    7.541,85
    +26,10 (+0,35%)
     
  • HANG SENG

    19.852,92
    +89,01 (+0,45%)
     
  • NIKKEI

    28.940,69
    -1,45 (-0,01%)
     
  • NASDAQ

    13.492,75
    -30,50 (-0,23%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2115
    -0,0023 (-0,04%)
     

Alemanha tem 3 meses para se salvar de crise do gás no inverno

(Bloomberg) -- O palácio presidencial da Alemanha em Berlim não fica mais iluminado à noite, a cidade de Hannover desligou a água quente nos chuveiros das piscinas públicas e academias, e municípios de todo o país preparam abrigos de aquecimento para manter as pessoas protegidas do frio. E isso é apenas o começo de uma crise que se espalhará pela Europa.

Ainda é verão no hemisfério norte, mas a Alemanha tem pouco tempo a perder para evitar uma escassez de energia neste inverno que seria sem precedentes para uma nação desenvolvida. Grande parte da Europa sente a pressão do aperto da Rússia nos fluxos de gás natural, mas nenhum outro país está tão exposto quanto a maior economia da região, onde quase metade das casas depende do combustível para aquecimento.

O governo do chanceler Olaf Scholz tem sido lento em lidar com a vulnerabilidade da Alemanha. Apenas recentemente foram estabelecidas metas para reduzir a demanda e os esforços para garantir suprimentos alternativos não são suficientes. Com o aperto cada vez pior de Moscou e a dificuldade da França de exportar eletricidade para seus vizinhos, não há muita perspectiva de alívio e os riscos vão além deste inverno.

“Os desafios que enfrentamos são enormes e afetam áreas significativas da economia e da sociedade”, disse Robert Habeck, vice-chanceler e ministro da economia da Alemanha, após divulgar um plano para repassar os aumentos de custos das empresas de energia aos consumidores. “Mas somos um país forte e uma democracia forte. Estes são bons pré-requisitos para superar esta crise.”

O Kremlin provavelmente manterá os fluxos vitais de gás para a Europa em níveis mínimos enquanto o impasse sobre a Ucrânia continuar, de acordo com pessoas familiarizadas com o pensamento da liderança russa. Isso significa que a escassez na região provavelmente persistirá. Os preços futuros de gás para todos os anos até 2025 já atingiram recordes este ano.

A Alemanha caminha para um racionamento e uma recessão, e as autoridades manifestaram preocupação com agitação social se a escassez de energia ficar fora de controle. O país não pode nem contar com a França, onde reatores nucleares defeituosos agravando a crise do gás. Os preços da eletricidade nas duas maiores economias da Europa atingiram recordes na semana passada.

A Rússia – historicamente o maior fornecedor de gás da União Europeia, responsável por suprir cerca de 40% do consumo – reduziu gradualmente as entregas em evidente retaliação às sanções. O desafio da UE é manter a energia fluindo através das fronteiras em um teste da unidade do bloco e sua determinação de resistir à agressão do presidente Vladimir Putin .

“A política da Rússia sempre foi dividir porque assim eles ficam mais fortes”, disse Martins Kazaks, presidente do banco central da Letônia, a antiga República Soviética que agora faz parte da zona do euro. “Se nos permitirmos ser divididos, ficaremos mais fracos”, disse ele em entrevista.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos