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Alemanha: Orçamento suspende teto da dívida pelo 2º ano seguido

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Proposta prevê gastos de 413 bilhões de euros em 2021, contra 508 bilhões de euros em 2020 O governo da Alemanha apresentou nesta quarta-feira sua proposta de orçamento para 2021. Como esperado, o projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, pede a suspensão, pelo segundo ano consecutivo, do teto constitucional da dívida alemã e prevê a captação de mais recursos para complementar a resposta do país à crise provocada pela pandemia de covid-19. Segundo a agência Associated Press, o orçamento prevê 413,4 bilhões de euros em gastos no próximo ano, um valor menor que os 508,5 bilhões de euros previstos para 2020 por causa dos pacotes econômicos para mitigar os efeitos da crise. Olaf Scholz, ministro das Finanças da Alemanha AP Photo / Michael Sohn A covid-19 fez com que o governo de Angela Merkel abandonasse sua tradicional política de austeridade. Após seis anos consecutivos de superávit, a Alemanha foi ao mercado neste ano captar 217,8 bilhões de euros para financiar as medidas de estímulo e cobrir uma esperada queda na arrecadação. Para 2021, a previsão é ampliar o endividamento em mais 96,2 bilhões. “Sabemos que a pandemia ainda não acabou”, disse o ministro das Finanças, Olaf Scholz, que prevê que, entre 2022 e 2024, o país será capaz de respeitar o teto constitucional da dívida. “Podemos voltar aos tempos em que não precisávamos de tanto crédito extra. Fizemos isso antes da crise e garantimos que a dívida fosse reduzida em relação ao PIB. Faremos de novo”, prometeu. A economia alemã encolheu 9,7% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores. Apesar de ser o pior desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 50 anos, a queda foi menor do que a registrada em outros países europeus, como França, Itália, Espanha e Reino Unido, que tiveram recuos de dois dígitos. Para 2020, o governo alemão projeta uma queda de 5,8%.