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Alemanha espera ver alta na previsão de crescimento do PIB

·2 minuto de leitura
Centro de vacinação em Berlim

BERLIM (Reuters) - O ministro da Economia da Alemanha espera que o governo aumente significativamente a previsão de crescimento do PIB em 2021 da maior economia da Europa após principais institutos econômicos do país revisarem suas próprias estimativas.

"Não só seremos capazes de deter a crise econômica este ano, mas também podemos revertê-la e recuperar nossa antiga força no ano que vem", disse Peter Altmaier nesta quinta-feira, acrescentando que vai apresentar perspectivas de crescimento mais otimistas do governo em 27 de abril.

Em janeiro, o governo projetou um crescimento do PIB de 3% para 2021, após ter caído 4,9% no ano passado, quando a pandemia de coronavírus atingiu a Alemanha.

Os principais institutos econômicos da Alemanha disseram nesta quinta-feira que esperam um crescimento do PIB de 3,7% este ano, abaixo da previsão anterior de 4,7% divulgada anteriormente.

Mas os institutos aumentaram sua estimativa do PIB para 2022 de 2,7% para 3,9%, na expectativa de que os gastos das famílias se recuperem assim que as restrições ao coronavírus forem suspensas novamente.

As revisões são o último sinal de que a economia precisará de mais tempo que o esperado para atingir seu nível anterior à crise. Uma variante do vírus mais contagiosa e a distribuição lenta da vacina estão minando os esforços para conter uma terceira onda de infecções.

Institutos estimam que as restrições levaram as famílias a economizar cerca de 200 bilhões de euros (239,54 bilhões de dólares), disse Torsten Schmidt, do instituto RWI. Esse dinheiro provavelmente impulsionará o crescimento econômico de modo geral assim que as restrições forem suspensas, permitindo que os consumidores voltem a gastar durante o verão do hemisfério norte.

"No decorrer da flexibilização, esperamos uma forte expansão da atividade econômica a partir da metade do verão no ano, especialmente no setor de serviços, que foi particularmente afetado pela pandemia", disse Schmidt da RWI.

(Por Michael Nienaber)