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Alemanha eleva previsão de crescimento para 2021

·2 minuto de leitura
O ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier

O governo da Alemanha elevou de 3 a 3,5% sua previsão de crescimento para este ano, graças aos bons resultados de seu setor industrial e a uma retirada "progressiva" das restrições contra a pandemia do coronavírus.

"Nossa economia é forte, robusta e está preparada para um novo começo", depois de um retrocesso histórico de 4,9% em 2020, disse o ministro da Economia, Peter Altmaier.

Para 2022, o governo calcula que o crescimento será de 3,6%, o que permitirá um retorno da maior economia europeia aos níveis prévios à crise.

As novas projeções são baseadas na "hipótese de que as restrições poderão ser flexibilizadas no segundo trimestre", destacou o ministério.

O país fechou cafés, bares, restaurantes, locais culturais e de lazer em novembro. Muitas lojas permanecem fechadas desde dezembro.

Estas medidas provocaram um freio considerável na maior economia europeia, que teria registrado queda de 1,8% do PIB no primeiro trimestre, segundo as previsões dos principais institutos econômicos.

Mas a vacinação está em ritmo acelerado, após um início lento, e isto permite prever uma saída da crise. Quase 25% da população já recebeu a primeira dose e 7,2% estão completamente imunizados.

Berlim espera que, após o fim das restrições, aconteça uma "retomada clara da economia local e do consumo privado".

O governo celebrou a "boa conjuntura industrial e o contexto internacional, que também representam um impulso".

Mas é sobretudo o setor industrial, pilar do modelo econômico alemão, que alimenta o otimismo.

O setor, muito dependente das exportações, se beneficia da recuperação mundial, especialmente da China e dos Estados Unidos.

"A indústria continua funcionando a todo vapor", disse à AFP Carsten Brzeski, analista do banco ING.

A produção industrial registrou dois meses de queda em janeiro e fevereiro devido aos "efeitos excepcionais" relacionados com o Brexit, mas os números de março devem ser positivos, destaca o analista.

E o setor será beneficiado pelos "planos de estímulo americano e europeu", que ajudarão sua carteira de pedidos.

O governo espera um retorno aos níveis pré-pandemia no mais tardar em 2022.

Mas a crise vai deixar rastros: o potencial de produção do país ficará abalado até 2024, segundo os institutos econômicos.

E os setores mais afetados terão dificuldade para se levantar. A federação de comerciantes HDE calculou recentemente o número de empresas em "perigo" em 120.000.

O ministério da Economia quer prorrogar a ajuda emergencial até o final do ano e examina a possibilidade de dar apoio adicional aos setores mais afetados.

Isto significa que Alemanha será obrigada a deixar a dívida aumentar, após anos de austeridade orçamentária.

fcz/ilp/bl/tjc/fp