Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.036,79
    +2.372,44 (+2,20%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.626,80
    -475,75 (-1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,74
    -1,49 (-1,83%)
     
  • OURO

    1.668,30
    -0,30 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    19.297,53
    -100,78 (-0,52%)
     
  • CMC Crypto 200

    443,49
    +0,06 (+0,01%)
     
  • S&P500

    3.585,62
    -54,85 (-1,51%)
     
  • DOW JONES

    28.725,51
    -500,10 (-1,71%)
     
  • FTSE

    6.893,81
    +12,22 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    17.222,83
    +56,96 (+0,33%)
     
  • NIKKEI

    25.937,21
    -484,84 (-1,83%)
     
  • NASDAQ

    11.058,25
    -170,00 (-1,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,3079
    +0,0099 (+0,19%)
     

Alemanha assume controle das refinarias do grupo russo Rosneft para proteger abastecimento

O governo alemão colocou nesta sexta-feira (16) sob tutela as atividades do grupo petrolífero russo Rosneft, que tem várias refinarias no seu território, para melhor garantir o abastecimento energético do país.

As subsidiárias da Rosneft na Alemanha respondem por 12% da capacidade de refino do país. A partir de agora estão "sob administração fiduciária" da agência nacional responsável pela gestão das redes de energia, disse o Ministério da Economia alemão em nota.

O objetivo desta tutela, segundo o ministério, é "responder aos riscos que pesam sobre a segurança desses abastecimentos" da energia.

A tutela entra em vigor nesta sexta-feira e é inicialmente limitada a seis meses.

Dessa forma, "seremos menos dependentes da Rússia e das decisões que lá forem tomadas", comentou o chanceler Olaf Scholz durante entrevista coletiva.

A Alemanha já assumiu o controle da antiga subsidiária alemã da Gazprom, a Gazprom Germania, no início de abril, desta vez para garantir seu fornecimento de gás.

Em seguida, o governo alemão teve que alocar uma ajuda de 9 a 10 bilhões de euros para salvar esta entidade ameaçada de falência.

O governo de Berlim tem agora a atenção voltada particularmente para a refinaria de Schwedt, no leste do país, que garante o fornecimento de produtos de petróleo para toda a região de Berlim.

O funcionamento desta refinaria, controlada majoritariamente pela Rosneft, foi muito prejudicado desde que o governo de Olaf Scholz decidiu reduzir drasticamente suas importações de petróleo russo, em represália pela invasão da Ucrânia.

O objetivo no final do ano é dispensar completamente essas importações.

A refinaria de Schwedt até agora processa apenas petróleo russo entregue através do oleoduto Druzhba (“amizade” em russo).

Mas como Berlim visa acabar com as importações russas até o final do ano, o governo deve forçar a conversão do local.

Ao assumir o controle, Berlim também quer evitar que a refinaria seja desapropriada de certos ativos por seu proprietário, ou mesmo liquidada por falta de dinheiro suficiente ou petróleo russo.

Assim, as autoridades alemãs poderão organizar o abastecimento da usina com petróleo de outros países que não sejam a Rússia.

A tutela diz respeito às subsidiárias Rosneft Germany (RDG) e à empresa RN Refining & Marketing (RNRM), que detêm participações em três grandes refinarias alemãs.

A principal economia da Europa já reduziu sua dependência das importações russas de petróleo, que representavam 35% de suas necessidades antes da guerra da Rússia na Ucrânia.

Paralelamente, a Rússia suspendeu suas entregas de gás ao país, que não poderá substituí-las completamente antes de 2024, de acordo com as últimas previsões do governo.

ylf/mj/avl/es/aa/mr