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Alemanha adverte Rússia e apoia Ucrânia em acordo com EUA por gasoduto

·4 minuto de leitura

A Alemanha concordou nesta quarta-feira (21) em advertir a Rússia sobre potenciais sanções e apoiar financeiramente o setor energético da Ucrânia em um acordo com os Estados Unidos para resolver as divisões entre os dois aliados sobre o gasoduto Nord Stream 2.

A oposição republicana ao presidente democrata, Joe Biden, anunciou o acordo e disse que ele fortalecerá o russo Vladimir Putin, mas o governo americano afirmou que é tarde para deter o gasoduto e o pacto permitirá obter bons resultados.

"Esta é uma situação ruim e um gasoduto ruim, mas precisamos proteger a Ucrânia e penso que temos que dar passos significativos nesta direção", disse Victoria Nuland, vice-secretária de Estado para assuntos políticos durante audiência no Senado na qual deu detalhes do acordo.

Biden, que na semana passada recebeu a chanceler alemã, Angela Merkel, retirou a maior parte das sanções ao Nord Stream requeridas pelo Congresso. Ela alegou que a tubulação está quase finalizada e seria melhor trabalhar em conjunto com a Alemanha.

O oleoduto tem sofrido forte resistência de muitos vizinhos da Rússia, especialmente da Ucrânia, que desde 2014 luta contra separatistas pró-Moscou.

A Ucrânia vê o fluxo de gás russo como uma fonte de influência e uma bênção financeira indispensável. As tarifas de trânsito do gás rendem 3 bilhões de dólares anuais aos cofres do país.

Em uma declaração conjunta com os Estados Unidos, a Alemanha se comprometeu a dar uma resposta à Rússia se os temores de Kiev se concretizarem.

"Se a Rússia tentar utilizar a energia como arma ou cometer mais atos agressivos contra a Ucrânia, a Alemanha empreenderá ações em nível nacional e pressionará por adotar medidas eficazes em nível europeu, incluindo sanções que limitem a capacidade exportadora russa para a Europa no setor da energia", disse.

A Alemanha também informou que usará todo o seu peso para persuadir a Rússia a prorrogar por dez anos o acordo para o trânsito de gás através da Ucrânia, que expira no fim de 2024.

O Kremlin disse que Merkel apresentou uma extensão dos direitos de trânsito em uma teleconferência com Putin nesta quarta-feira. Também informou que os dois líderes estão "satisfeitos" que o Nord Stream 2 esteja quase concluído.

- Apoio à Ucrânia -

Ucrânia e Polônia declararam que ainda se opõem ao oleoduto e de forma conjunta disseram que é uma ameaça à Europa Central.

A Alemanha também concordou em ajudar a Ucrânia a reduzir sua dependência energética da Rússia mediante a criação de um fundo de pelo menos um bilhão de dólares.

Este fundo abordará outra prioridade de Merkel e Biden, ao apoiar as energias renováveis e a redução das emissões de carbono que provocam o aquecimento global.

Como demonstração de apoio a Kiev, a Casa Branca anunciou que em 30 de agosto Biden receberá o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

A Alemanha, que vem de quatro anos de atritos permanentes com o ex-presidente Donald Trump, saudou a atitude de Biden e a considerou uma revitalização da aliança.

"Me alivia ter encontrado uma solução construtiva sobre o Nord Stream 2", disse o ministro alemão das Relações Exteriores alemán, Heiko Maas.

Funcionários americanos disseram esperar que a Alemanha mantenha suas promessas depois que Merkel deixar o cargo este ano.

- Irritação republicana -

Os republicanos criticaram imediatamente o acordo. Eles disseram que é uma traição à Ucrânia e que fortalecerá Putin, que tomou a Crimeia da Ucrânia.

O senador republicano Ted Cruz falou das preocupações com o oleoduto enquanto demora a confirmação de nomeados por Biden para cargos diplomáticos.

"Sempre soubemos que Biden estava na cama com Putin. Agora sabemos que estão de conchinha", disse Cruz.

Biden também tem sido criticado pelos democratas, mas seus defensores dizem que os ataques republicanos são absurdos. Eles afirmaram que Trump elogiou descaradamente Putin com um telefonema no qual tentou pressionar Zelenski. A ligação desencadeou um julgamento político contra Trump.

Nuland, uma ex-diplomata de carreira que ficou famosa por apoiar os manifestantes pró-ocidentais da Ucrânia em 2013, respondeu sem rodeios a Cruz que Trump, que assumiu em 2017, teve grande responsabilidade.

"Acho que em 2016 estávamos a caminho de deter o gasoduto", disse. "Quatro anos depois, quando o governo Biden assumiu, a tubulação estava 90% completa", disse.

burs-sct/bgs/gm/lda/mvv

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