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Além da Ford, confira empresas que deixaram o Brasil desde que Bolsonaro assumiu

Ana Paula Ramos
·3 minuto de leitura
Employees check on quality control and inspection at FORD Engines plant in Camaçari, State of Bahia, Brazil on Monday, July 27th, 2015 (Photo by Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)
Fábrica da Ford em Camaçari (Photo by Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

No início do ano, a Ford anunciou a saída do Brasil, alegando que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Duas fábricas da montadora já foram fechadas, em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e uma em Horizonte (CE) será fechada no final do ano. Em outubro de 2019, a Ford já havia fechados as portas em São Bernardo do Campo (SP).

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Desde 2019, ao menos 13 multinacionais de vários setores deixaram o Brasil, num movimento que agrava ainda mais o desemprego no país, que atualmente atinge cerca de 14 milhões de brasileiros.

A crise gerada pela pandemia numa economia já estagnada e a baixa competitividade do país afastam investimento estrangeiro e aceleram a ‘desindustrialização’ do Brasil. Entre 2000 e 2019, a participação da indústria de transformação no PIB (Produto Interno Bruto) passou de 13,1% para 10,1%.

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (3) uma queda de 4,1% no PIB em 2020, com a atividade econômica registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, em 1996. A indústria recuou 3,5% e o setor de serviços despencou 4,5%.

A economia já patinava mesmo antes da pandemia do coronavírus.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu, em janeiro de 2019, deixaram o Brasil:

- Ford

Montadora americana anunciou o fechamento de três unidades no país e a demissão de 5 mil pessoas. Os veículos vendidos no Brasil serão produzidos na Argentina.

- Mercedes-Benz

A empresa alemã deixou de fabricar carros no Brasil, com o fechamento de uma de suas fábricas. A Mercedes segue com duas unidades ano Brasil, onde só produz caminhões. Em comunicado, a empresa afirma que a decisão foi por conta do ambiente de negócios desfavorável e da queda nas vendas de automóveis premium no país.

- Audi

Montadora alemã deixou de produzir o A3 no Paraná, em dezembro, e ameaça fechar a produção de seus veículos no Brasil. O motivo seria o fim dos incentivos federais à produção desse segmento de veículos e o ambiente difícil de negócios.

- Sony

A fabricante japonesa de TVs e câmeras fechou sua fábrica de Manaus, com 220 funcionários. As instalações foram vendidas para a brasileira Mondial, que deve produzir TVs, micro-ondas e aparelhos de ar condicionado. A empresa alegou que o “ambiente de marca e a sustentabilidade dos negócios” a levaram a sair do Brasil.

- Roche

Farmacêutica suíça anunciou, em 2020, o fechamento de sua fábrica com 440 funcionários no Rio em até cinco anos. Em comunicado, afirmou que quer focar em produtos de alta complexidade.

- Eli Lily

No país desde 1953, a farmacêutica americana deixou o Brasil em 2020 e transferiu a produção para Porto Rico.

- Forever 21

A rede americana decidiu fechar este ano as 11 lojas no Brasil em desacordo com shoppings por aluguel.

- Walmart

Neste caso, o maior grupo varejista do mundo vendeu 80% de sua operação brasileira a um fundo de investimentos. A decisão, segundo a rede americana, foi parte de um ajuste global.

- Lime

A multinacional de compartilhamento de patinetes anunciou o encerramento de suas atividades no Brasil em janeiro de 2020, seis meses depois de desembarcar no Rio e em São Paulo. A empresa americana disse que a medida era “parte de uma estratégia global para alcançar sustentabilidade financeira”.

- Kiabi

A marca francesa encerrou operação em janeiro deste ano para investir em mercados mais consolidados. A marca tinha duas lojas em SP.

- Glovo

A empresa de aplicativos espanhola encerrou suas atividades no Brasil em 2019, um ano depois de chegar ao país.

- Wendy’s

Com quatro lojas em São Paulo, a rede americana de hambúrguer fechou suas unidades no Brasil em 2019, mas não informou os motivos dessa decisão.

- Hooters

A rede norte-americana encerrou em 2019 suas atividades no Brasil.