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Alcolumbre fala em votar vetos e nega “parlamentarismo branco”

Renan Truffi e Vandson Lima

Ele minimizou, no entanto, um tuítem de Bolsonaro que negou, ontem, qualquer tipo de acordo entre o Executivo e o Legislativo O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reafirmou a intenção de votar nesta quarta-feira os vetos presidenciais ao Orçamento impositivo, como forma de concluir o acordo com o governo Jair Bolsonaro. Alcolumbre disse "ter certeza" da conclusão do veto 52, que gerou polêmica porque busca garantir o controle do Palácio do Planalto sobre R$ 30 bilhões.

Ele minimizou, no entanto, um tuíte de Bolsonaro que negou, ontem, qualquer tipo de acordo entre o Executivo e o Legislativo em torno dos recursos orçamentários.

"Entenderam errado aquilo porque, no segundo parágrafo do tuíte dele [Bolsonaro], ele diz que nada muda na execução orçamentária do governo. É aquilo, é o PLN de regulamentação do Orçamento impositivo para corrigir distorções. O governo está atendido e a emenda impositivo está atendida", respondeu.

Alcolumbre negou que a publicação de Bolsonaro tenha contribuído para a suspensão da votação dos vetos, como defendem alguns parlamentares nos bastidores. "Não foi isso que atrapalhou. Atrapalhou a gente não votar os PLNs, [O que atrapalhou foi] a gente ter que cumprir o prazo dos PLNs, como foi acordado com os senadores. Foi uma questão técnica", explicou.

Pelo acordo costurado por Alcolumbre, senadores e deputados votam os vetos hoje, mas deixam a apreciação dos projetos de lei que regulam o Orçamento impositivo apenas para a próxima terça-feira, após as propostas tramitarem também pela Comissão Mista do Orçamento (CMO).

Por fim, o presidente do Congresso aproveitou para negar que o Parlamento esteja tentando implementar um "parlamentarismo branco". "Não tem negócio de parlamentarismo branco. É o Executivo cuidando das suas coisas e o Parlamento das suas", respondeu. A acusação de que os congressistas queriam impor um parlamentarismo branco, ou seja, quando o Legislativo assume informalmente funções típicas do Poder Executivo, partiu de integrantes da base do governo.

Alcolumbre

Beto Barata/Agência Senado