Mercado fechado
  • BOVESPA

    101.259,75
    -658,25 (-0,65%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.707,72
    +55,52 (+0,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,78
    -0,86 (-2,12%)
     
  • OURO

    1.903,40
    -1,20 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    13.000,08
    -17,45 (-0,13%)
     
  • CMC Crypto 200

    260,05
    -1,40 (-0,54%)
     
  • S&P500

    3.465,39
    +11,90 (+0,34%)
     
  • DOW JONES

    28.335,57
    -28,13 (-0,10%)
     
  • FTSE

    5.860,28
    +74,63 (+1,29%)
     
  • HANG SENG

    24.918,78
    +132,68 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    23.516,59
    +42,29 (+0,18%)
     
  • NASDAQ

    11.669,25
    +19,50 (+0,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6630
    +0,0529 (+0,80%)
     

Alcolumbre cancela sessão do Congresso que analisaria vetos à desoneração

Por Lisandra Paraguassu
·3 minutos de leitura
Presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, durante cerimônia em Brasília
Presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, durante cerimônia em Brasília

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou a sessão marcada para esta quarta-feira para apreciar os vetos do presidente Jair Bolsonaro aos projetos que estendiam a desoneração da folha de pagamento de vários setores.

Em nota, Alcolumbre informou que a decisão foi tomada porque não há ainda entendimento suficiente para análise dos vetos, o que é necessário para apreciação no formato remoto, e também porque até o momento não havia quórum para a sessão.

"Diante da inexistência de entendimento suficiente por parte das lideranças do Congresso Nacional sobre as matérias a serem deliberadas na sessão do Congresso Nacional convocada para hoje... decide cancelar as sessões deliberativas remotas do Congresso Nacional convocadas para esta quarta-feira", disse o presidente do Senado em nota, que também cita a falta de quórum adequado para a deliberação de vetos como motivo para o cancelamento.

Vice-líder do bloco que reúne partidos do centrão na Câmara, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), defendeu que o Congresso se debruce rapidamente sobre o tema, sob pena de prolongar a insegurança jurídica sobre tema tão sensível.

"O que faltou não foi quórum o que faltou foi voto para o governo manter os vetos da desoneração e da lei de saneamento", disse o deputado em vídeo divulgado por sua assessoria.

"É triste que esses interesses se sobreponham à necessidade de dar segurança jurídica e previsibilidade para os 17 setores que mais empregam no país. Já passou da hora de enfrentar esse tema de forma democrática, levando a voto e derrubando esse veto para manter os empregos de milhões de brasileiros", argumentou.

Pelo Twitter, o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), defendeu que o Congresso não pode adiar o debate, argumentando que "inúmeros setores" irão promover demissões caso o veto não seja derrubado.

"A crise econômica irá se aprofundar cada vez mais caso o governo Bolsonaro mantenha a atual política econômica antiemprego. Devemos votar e derrubar o veto à desoneração da folha de pagamento o quanto antes! É uma das muitas atitudes que devem ser tomadas imediatamente", disse o senador, na postagem.

O Executivo não conseguiu ainda garantir uma fonte de recursos para bancar a extensão da desoneração, já que não há acordo para criação da nova CPMF, como gostaria o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Na tarde de terça, o governo tentava negociar a suspensão da sessão, mas Alcolumbre havia decidido mantê-la. O presidente do Senado chegou a ter uma reunião fora da agenda com o presidente Jair Bolsonaro na tarde de ontem sobre o assunto.

A avaliação feita pelo próprio Alcolumbre era de que os vetos à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores seriam derrubados, mas o governo ainda tenta encontrar uma proposta alternativa que contente o Congresso e compense as preocupações da equipe econômica.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), está negociando, com aval do Ministério da Economia, a viabilidade de se apresentar uma proposta que prorrogue a desoneração da folha de pagamento por mais um ano, ampliando, inclusive, a quantidade de setores da economia a serem beneficiados.

(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)