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Alan Moore detesta heróis, mas revela qual ator interpretou o melhor Batman

Claudio Yuge
·3 minutos de leitura

Embora Alan Moore seja conhecido por escrever algumas das melhores histórias de heróis de todos os tempos, a exemplo de Batman: A Piada Mortal e Superman: O Que Aconteceu com o Homem de Aço?, ele é um desafeto confesso dos superseres que usam colantes coloridos. Watchmen, uma de suas obras mais conhecidas, é justamente uma desconstrução do mito do super-herói. Nesta semana, o autor lançou o trailer de The Show, filme que escreveu e atuou, e falou sobre seu desprezo pelos superseres dos quadrinhos — revelou, qual ator interpretou sua versão favorita do Batman fora das HQs.

Inicialmente, Moore foi perguntado pelo pessoal do Deadline se tem acompanhado os filmes baseados em quadrinhos nos últimos anos. "Oh, Deus, não, não assisto a nenhum deles. Todos esses personagens foram roubados de seus criadores originais. Eles têm uma longa linha de fantasmas por trás deles. No caso dos filmes da Marvel, Jack Kirby [artista e escritor de diversos clássicos]. Não tenho interesse em super-heróis, eles foram uma coisa que foi inventada no final dos anos 1930 para crianças; e são perfeitos como entretenimento infantil. Mas se você tentar fazê-los para o mundo adulto, acho que se tornam meio grotescos", descascou.

O roteirista britânico também comentou sua experiência com essa seara, a exemplo de Batman: A Piada Mortal, dizendo que se distanciou desse tipo de história pouco depois de escrevê-la, devido à forma que a violência é representada. E falou sobre o Coringa, filme altamente influenciado por essa publicação — que, claro, ele não viu, porque não assiste a nenhuma das adaptações do gênero. "Disseram-me que o filme do Coringa não existiria sem a minha história, mas, três meses depois de tê-la escrito, passei a rejeitá-la porque era muito violenta", disse.

E daí veio a revelação sobre seu Batman predileto. “[Piada Mortal] Era sobre o Batman — pelo amor de Deus, é um cara vestido de morcego. Cada vez mais acho que a melhor versão do Batman é a do Adam West [a do seriado do final dos anos 1960], que não o levou a sério”, afirmou. Ele também contou qual foi a última adaptação de quadrinhos que viu.

Moore gosta do Batman de West porque o seriado sessentista não se levava a sério <br>(Imagem: Reprodução/Warner Bros)
Moore gosta do Batman de West porque o seriado sessentista não se levava a sério
(Imagem: Reprodução/Warner Bros)

Moore revela qual foi a última adaptação de HQs que viu

Durante a entrevista, o autor falou quando parou de ver filmes de super-heróis — e qual foi a última adaptação que assistiu. “Não vejo um filme de super-heróis desde o primeiro filme do Batman de Tim Burton [lançado em 1989]. Eles arruinaram o cinema e, também, até certo ponto, a cultura. Vários anos atrás, disse que centenas de milhares de adultos fazendo fila para ver personagens que foram criados há 50 anos para entreter meninos de 12 anos era um sinal realmente preocupante. Isso parece indicar algum tipo de desejo de escapar das complexidades do mundo moderno e voltar a uma infância nostálgica. Isso soa perigoso, por infantilizar a população”, refletiu.

Depois de finalizar o roteiro do último volume de A Liga Extraordinária, em 2018, Moore anunciou sua aposentadoria dos quadrinhos. De lá para cá, ele só tem se dedicado ao cinema. “A maioria das pessoas agora compara quadrinhos com filmes de super-heróis. Isso adiciona outra camada de dificuldade para mim”, disse.

Embora Moore não confirme, muita gente acredita que o Batman matou o Coringa no final de A Piada Mortal<br>(Imagem: Reprodução/DC Comics)
Embora Moore não confirme, muita gente acredita que o Batman matou o Coringa no final de A Piada Mortal
(Imagem: Reprodução/DC Comics)

“Não estou mais tão interessado em quadrinhos, não quero mais ser associado com isso. Comecei nisso há mais de 40 anos e finalmente aposentei-me. Quando entrei para essa indústria, o grande atrativo era que se tratava de um meio que era vulgar, que tinha sido criado para divertir a classe trabalhadora, principalmente crianças. A maneira como a indústria mudou, com o aumento dos preços, transformou-a inteiramente para um público de classe média. Não tenho nada contra as pessoas da classe média, mas não era para ser um hobby para pessoas de meia-idade — e sim para quem não tem muito dinheiro”, avaliou.

Fonte: Canaltech

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