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Alagoas: PM exonera subcomandante que defende Bolsonaro e ataca opositores nas redes sociais

·2 minuto de leitura

O tenente-coronel Marcos Vanderlei, da Polícia Militar de Alagoas, foi exonerado do cargo de subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC) após publicar foto abraçado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante visita ao estado. O afastamento do oficial ocorreu na última sexta-feira (4).

O registro fotográfico mostra Bolsonaro, sem máscara, abraçando o então subcomandante do CPC durante um ato público com aglomeração. A imagem foi feita em 13 de maio. Na ocasião, o presidente visitou Alagoas para entregar unidades habitacionais e inaugurar um complexo viário.

O ex-subcomandante afirmou, em suas redes sociais, que a exoneração foi motivada pelo apoio que presta a Bolsonaro e pelas críticas ao governador do estado, Renan Filho (MDB-AL), e a seu pai, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.

— Segundo o Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas a determinação (para a exoneração) partiu do Palácio dos Palmares (sede do governo estadual) com o pretexto que minhas publicações nas redes sociais são contrárias ao governo e ao senador Renan Calheiros, além de ser favorável do Presidente Bolsonaro e sua gestão — escreveu Vanderlei.

Em suas redes sociais, o policial costuma fazer manifestações de apoio a Bolsonaro e de ataque a seus opositores. Um dia após a exoneração, o militar publicou uma foto no Facebook com os dizeres: "ninguém é apaixonado por Bolsonaro, somos apaixonados pelo que ele defende: Deus, pátria e família!". E acrescentou: "Entre o louco e o corrupto, fico com o louco".

O tenente-coronel também já publicou ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de críticas às vacinas, em especial à CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan com financiamento do governo de São Paulo.

O GLOBO entrou em contato com o governo de Alagoas, com o senador Renan Calheiros e com a Polícia Militar do estado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Por meio de nota, a Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal) informou que considera normal as movimentações funcionais e que cabe à instituição militar uma manifestação sobre a exoneração.

A Assomal também reconheceu que o militar deve ter "postura e deveres diferenciados diante do regulamento que o rege". Mas, por outro lado, sustenta que "é óbvio que o fato de ser militar não exclui a condição de cidadão e de ser pensante". E acrescentou: "O fato em evidência merece atenção dos gestores públicos visando o devido esclarecimento e resolução cabível".

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