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Ajuste parcial não é compromisso, diz Serra, do BC

Isabel Versiani
·1 minuto de leitura
Prédio do Banco Central. 16/05/2017. REUTERS/Ueslei Marcelino.

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central não assumiu um compromisso, mas apenas sinalizou o que considerava adequado naquele momento, ao anunciar que estava dando início a uma "normalização parcial" da taxa de juros ao elevar a Selic em março para 2,75%, disse nesta quinta-feira o diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra.

"Ajuste parcial não é compromisso", disse Serra durante evento virtual da consultoria Consulting House. "Nosso único compromisso é perseguir o centro da meta de inflação no horizonte relevante."

O diretor destacou que o aperto monetário maior do que o esperado pelo mercado foi importante para diminuir a probabilidade de a inflação superar a meta deste ano e para ancorar as expectativas para um horizonte mais longo.

Ele lembrou que, apesar de o BC a partir de maior passar a mirar apenas a inflação de 2022 em suas decisões de política monetária, em março, quando a Selic foi elevada em 0,75 ponto percentual, 2021 ainda fazia parte do horizonte considerado relevante.

"Se na reunião seguinte, mecanicamente, (2021) vai sair do horizonte de projeção, essa é uma outra questão. Naquela reunião, o Banco Central tinha um horizonte e tinha que mostrar compromisso com a meta daquele período", disse.

O aperto de março surpreendeu os analistas de mercado, que apostavam, na maioria, em uma alta de 0,50 ponto da taxa de juros. Na ata da reunião, o BC sinalizou novo elevação de 0,75 ponto da Selic para maio.

"O custo de o BC ser visto como leniente com a inflação de 2021 naquele momento e que está postergando a convergência para 2022 seria um custo muito elevado", afirmou. "Acho que foi muito importante ser decisivo e começar esse ajuste mais célere do que o mercado esperava."