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Ajuste fiscal fica de lado agora e dívida bruta deve chegar a 94% do PIB, diz Mansueto

LARISSA GARCIA
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASIL, 16.08.2016. Mansueto de Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, fala na comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (FOTO Alan Marques/ Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou, nesta segunda-feira (1º), que o ajuste fiscal, por enquanto, "fica de lado, volta no próximo ano".

Em evento virtual promovido pelo portal Focus.jor, Mansueto disse que o desafio, com a pandemia do novo coronavírus, é gastar com saúde e o que for necessário para tratar a questão da Covid-19.

Ele afirmou que a dívida bruta brasileira deve encerrar o ano em 94% do PIB (Produto Interno Bruto).

"Em 2015 a Selic passava de 14% ao ano. Se a taxa continuasse nesse patamar, a dívida estaria em trajetória insustentável. Agora, com a Selic a 3% ao ano, o serviço da dívida é muito menor", disse.

Na transmissão, ele reforçou a importância da continuidade das reformas econômicas que estão em tramitação no Congresso Nacional.

"Se já era importante crescer antes da crise, depois da crise será ainda mais importante", afirmou.

Ele também defendeu que seja feita uma reforma tributária depois da crise.

"O Brasil tem sistema tributário caótico, que deixa grande dor de cabeça nos empresários, a gente precisa encarar o desafio de aprovar uma reforma tributária nesse país, e para isso será necessário muito diálogo político", ressaltou.

Para Mansueto, é preciso reduzir a carga tributária.

"É necessário reduzir esse número grande de impostos e a cumulatividade. Temos impostos em cascata em processo de produção, que encarece o produto. Além disso, temos que torná-lo mais progressivo."

"O que o Brasil fez, no meio de uma polarização política e de um governo sem base política sólida, não foi pouca coisa", comemorou, em referência a aprovação da reforma da previdência no ano passado.