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Airbnb deixará de operar na China por tempo indeterminado

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O Airbnb anunciou nesta terça-feira (24) que deixará de operar na China por tempo indeterminado devido às restrições relacionadas à política de zero-covid da China, que tem reforçado os lockdowns nas cidades e mantido as fronteiras do país fechadas — o que dificultou o turismo local — além da forte concorrência no país.

A empresa disse que se concentrará em servir o mercado chinês no exterior, oferecendo opções de hospedagem para quando os chineses viajarem para fora do país. Até o momento, a China correspondia a apenas 1% da receita total da plataforma.

O Airbnb, que começou suas operações na China em 2016, teve que enfrentar a concorrência intensa das plataformas de home-sharing locais, principalmente com a Xiaozhou, a Meituan Homestay e a Tujia, que é considerada o “Airbnb da China”, além de sofrer os impactos das medidas restritivas contra a covid-19 do país.

Com base em prints compartilhados nas redes sociais chinesas, o Airbnb deixará de oferecer seus serviços na China — um de seus mercados menos rentáveis — a partir de 30 de julho, com as reservas posteriores a 29 de julho sendo suspensas na manhã desta terça-feira (24).

"Diante dos desafios da epidemia, nós reconsideramos e tomamos esta difícil decisão: A Airbnb China fortalecerá sua base e se concentrará no negócio de viagens ao exterior, ou seja, a partir de 30 de julho de 2022, suspenderá o apoio às listas de viagens nacionais e experiências e reservas relacionadas", disse o co-fundador da Airbnb e diretor de estratégia da Airbnb, Nathan Blecharczyk.

“Nós prezamos muito o mercado chinês e sempre acreditamos que os usuários chineses, que representam um quinto da população total do mundo, são parte indispensável de nossa rede global e até mesmo a concretização da visão da empresa, criando intercâmbios culturais e emocionais. Conexões entre as pessoas”, acrescentou Blecharczyk.

A empresa disse que se concentrará em servir o mercado chinês no exterior (Imagem: Reprodução/Cottonbro/Pexels)
A empresa disse que se concentrará em servir o mercado chinês no exterior (Imagem: Reprodução/Cottonbro/Pexels)

Obstáculos na China

Além de enfrentar os problemas com os lockdowns de rotina e a forte concorrência na China, alguns usuários relataram que o modelo de negócios do Airbnb não é considerado compatível com a cultura local do país.

“Na China, as casas de propriedade individual não podem competir com os resorts operados por profissionais no ramo de atrações turísticas", segundo Wang Jing Jing, que listou sua casa na ilha de Chongming, em Xangai, por meio do Airbnb.

“Recebi apenas um pedido pela plataforma do Airbnb no ano passado, e os hóspedes reclamaram da falta de serviços, pois esperam que os proprietários forneçam itens essenciais diários, como toalhas e pasta de dente”, acrescentou Wang.

Outro fator que deixou as operações do Airbnb caras e inviáveis no país foram as questões regulatórias também. A empresa operou de uma forma diferente em relação aos outros países devido a restrições do governo chinês, com isso ela teve que assinar acordos com os governos municipais locais e armazenar seus dados em servidores do governo.

Concorrência e questões culturais

Desde a sua chegada no país, o nome do Airbnb traduzido para o chinês não passava a impressão de hospitalidade, muitos chineses consideraram o nome da plataforma como sendo passivo e pouco convidativo, como se isso obrigasse as pessoas a receberem as pessoas em suas casas.

Os usuários chineses preferem um modelo conhecido como Minsu, termo utilizado para acomodações que variam de hotéis de luxo a homestays que oferecem oportunidades para experimentar estilos de vida locais, além dos bed-and-breakfasts ou pousadas que oferecem pernoite e café da manhã.

Foi isso que a Tujia fez com a disponibilização de uma seleção completa de serviços de apoio aos negócios que incluem fornecimento, check-in, check-out e limpeza, por exemplo.

Na China, as pessoas que alugam lugares para morar não estão acostumadas ao "faça-você-mesmo". Dessa forma a Tujia faz a curadoria, a administração e presta somente serviços de alta qualidade — fatores muito valorizados pelos turistas chineses.

Por exemplo, quando se trata de propriedades, a Tujia seleciona apenas propriedades como vilas que atendem às expectativas dos viajantes chineses, que geralmente fazem viagens em família e preferem que seus aluguéis incluam cozinhas.

A Tujia também foca nos empresários que precisam de móveis de alta qualidade para reuniões, festas e feriados. Isto difere da Airbnb, que tem uma gama mais ampla de clientes.

No país, é necessário que as estadias se posicionem como um híbrido entre um hotel e uma casa no estilo ocidental que oferece a limpeza e a conveniência de um hotel, mas com o conforto de uma casa.

Fonte: Canaltech

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