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Air France-KLM negocia US$ 7 bilhões extras em fundos de resgate

Tara Patel e Geraldine Amiel
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Air France-KLM negocia até 6 bilhões de euros (US$ 7,1 bilhões) em novos fundos para enfrentar a pandemia de Covid-19, medida que poderia elevar o que já é o maior resgate da indústria aérea da Europa.

Os governos da França e dos Países Baixos estudam oferecer mais apoio até o fim do ano à companhia aérea em crise, de acordo com pessoas a par do assunto. O jornal francês Le Monde havia informado anteriormente sobre o novo plano de captação de recursos.

A companhia aérea, que está no vermelho, negocia um plano que incluiria 3 bilhões de euros da França e 1 bilhão de euros dos Países Baixos, de acordo com uma das fontes. O objetivo é manter o equilíbrio acionário existente e evitar a nacionalização da operadora.

“Não há pressa, mas não podemos esperar até o final de 2021”, disse o ministro das Finanças dos Países Baixos, Wopke Hoekstra, em entrevista à RTL Z na terça-feira. “Será uma discussão nos próximos meses ou meio ano.”

O Ministério das Finanças da França disse em outro comunicado que a Air France “não tem necessidade de caixa no curto prazo” e que os dois países avaliam as melhores maneiras de deixar o balanço da empresa suficientemente sólido.

Uma porta-voz da Air France-KLM não quis comentar.

O plano de financiamento seguiria um resgate do governo de 10,4 bilhões de euros aprovado no início do ano. Esse dinheiro ajudou a companhia aérea durante o choque inicial da pandemia, que aterrou jatos globalmente e causou o colapso de aéreas de baixo custo. No entanto, o auxílio veio na forma de empréstimos diretos e garantias que deixaram a Air France-KLM com muitas dívidas e operações que ainda não se recuperaram em meio à nova onda de coronavírus.

Os novos fundos podem ser distribuídos em duas etapas, e a companhia aérea levantaria 2 bilhões de euros adicionais no mercado de capitais no primeiro trimestre de 2021, de acordo com o Le Monde. A operação poderia incluir a emissão dos chamados empréstimos “híbridos”.

Embora a operação possa garantir a sobrevivência da operadora, isso resultaria em mais diluição das ações e em uma empresa altamente endividada, disseram analistas da Goodbody, que tem classificação negativa para as ações.

A Air France acelerou um plano de corte de empregos para reduzir o equivalente a 8,5 mil posições até 2022, disse a aérea no mês passado, enquanto o braço holandês KLM planeja eliminar até 5 mil empregos em 2020.

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©2020 Bloomberg L.P.