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Ainda não se sabe a origem de 75% dos detritos orbitais já detectados

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Um novo estudo realizado por astrônomos da Universidade de Warwick, no Reino Unido, acendeu um alerta para o problema dos detritos orbitais: os pesquisadores concluíram que os detritos não estão sendo monitorados com a precisão necessária e mais de 75% daqueles que são detectados não têm objetos correspondentes àqueles disponíveis em catálogos públicos de satélites.

Os detritos espaciais orbitando a Terra podem vir de diversas fontes, como de satélites que chegam ao final de suas missões e até de colisões entre objetos em órbita, que podem gerar milhares de fragmentos menores. Assim, a equipe aponta a importância de mais estudos sobre os detritos orbitais para ajudar a caracterizar os objetos residentes nestas altitudes e determinar melhor os riscos aos satélites ativos dos quais dependemos para serviços essenciais, incluindo a comunicação, monitoramento do clima e navegação.

O estudo foi direcionado aos detritos mais difíceis de se ver por serem pequenos demais ou não refletirem muita luz, para que sejam monitorados regularmente e registrados em catálogos públicos. Para isso, foram utilizados dados do US Strategic Command (USSTRATCOM), que tem o catálogo público mais completo de objetos espaciais registrados pelos telescópios globais do Space Surveillance Network (SSN). Os objetos da região geossíncrona são chamados de "estacionários" e podem acontecer colisões capazes de gerar grandes danos a satélites ativos.

Exemplo de curvas de luz dos detritos (Imagem: Reprodução/Blake et al., ASR, 2020/Warwick)
Exemplo de curvas de luz dos detritos (Imagem: Reprodução/Blake et al., ASR, 2020/Warwick)

Essa região fica a cerca de 36 mil quilômetros da Terra e não sofre influência de mecanismos que causam decaimento orbital, ou seja, os detritos costumam ficar por lá durante longos períodos. Para identificar aqueles mais difíceis de serem observados, os astrônomos utilizaram o telescópio Isaac Newton Telescope, que possui abertura capaz de coletar luz em grandes áreas e analisou o céu por faixas. Depois, um software gerou “curvas de luz” durante a análise de imagens para identificar imagens de possíveis detritos. Essas curvas indicam informações sobre eles, como a forma, altitude, propriedades da superfície e outros dados.

No fim, a pesquisa mostrou que 95% das detecções não têm objetos correspondentes no catálogo USSTRATCOM por serem claros demais. Quando incluíram todos os objetos encontrados, mais de 75% deles também não pôde ser combinado a objetos do catálogo. James Blake, principal autor do estudo, explica que a as características dos objetos observados dizem muito sobre as forças que atuam na região e ressalta que é necessário estudar melhor estes detritos para buscar mais dados: “enquanto estamos lidando com números pequenos, não surpreende vermos mais objetos pequenos e de difícil observação do que aqueles brilhantes e grandes”.

Agora, a equipe está buscando formas de extrair ainda mais informações dos dados que a pesquisa levantou. Don Pollacco, professor e co-autor do estudo, ressalta que os dados serão importantes para a criação de algoritmos para caracterizar objetos na região, enquanto as curvas de luz representam uma boa forma de aprendermos mais sobre o comportamento destes objetos. Quanto mais dados de alta qualidade for possível obter, maiores as chances de desenvolver estas ferramentas.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Advances in Space Research.

Fonte: Canaltech

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