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AIE vê demanda global por petróleo em nível pré-Covid em 2022

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A demanda global por petróleo deve retornar aos níveis pré-pandemia no fim do próximo ano, segundo previsão da Agência Internacional de Energia, segundo a qual a Opep e aliados podem manter os mercados equilibrados com o uso da capacidade de produção extra.

O consumo mundial voltará aos 100 milhões de barris por dia no segundo semestre de 2022, à medida que economias desenvolvidas controlam a Covid-19, disse a agência em sua primeira estimativa detalhada para o ano que vem. Em algum momento antes do final do ano, a demanda ultrapassará os níveis pré-Covid, disse AIE.

A previsão vai contra a percepção de que o uso do petróleo - e as emissões resultantes do aquecimento do planeta - já pode ter atingido o pico como resultado das mudanças sociais na esteira da pandemia. A própria AIE vê o consumo em um platô na década de 2030, mas não previu um pico na demanda.

Os preços do petróleo se recuperaram e agora estão no maior nível em dois anos, acima de US$ 70 o barril, com motoristas de volta às estradas e maior atividade econômica com a flexibilização dos lockdowns. O relatório - que mostra um quadro um pouco mais otimista do que a perspectiva mais recente divulgada pela agência - destaca que o próximo movimento do mercado está nas mãos da Rússia e Arábia Saudita.

A AIE., com sede em Paris, fez um apelo direto à aliança Opep+, liderada por esses dois países, para continuar a reposição da produção reduzida quando a demanda despencou no ano passado.

“A Opep+ precisa abrir as torneiras para manter os mercados mundiais de petróleo adequadamente abastecidos”, disse a agência, que assessora a maioria das grandes economias. Atender ao crescimento da demanda “provavelmente não será um problema” se a coalizão de 23 nações agir, porque apenas 20% de sua capacidade extra é necessária para manter o mercado em equilíbrio, disse o relatório.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, alertou sobre um novo aumento de preços se suprimentos extras não forem disponibilizados. No entanto, o ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse que vai esperar sinais de que o consumo seja sólido antes de responder.

Objetivo alcançado

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros já alcançaram seu objetivo principal, tendo eliminado o enorme excesso de estoque acumulado durante a pandemia, mostrou o relatório.

A Opep+ precisará adicionar cerca de 1,4 milhão de barris por dia - ou menos se o Irã fechar um acordo que suspenda as sanções dos EUA -, deixando a aliança com outros 5,5 milhões de barris por dia fora do mercado, de acordo com estimativas da AIE. Cálculos da Bloomberg sugerem que essa capacidade extra não é tão generosa.

O governo de Teerã pode contribuir com 1,4 milhão de barris em exportações se concluir o acordo nuclear com Washington que remova as barreiras dos EUA ao comércio de petróleo, estima a AIE - equivalente ao volume que a aliança Opep+ precisa adicionar. O grupo se reunirá em 1º de julho para estudar o próximo passo.

A aliança, talvez sem querer, facilitou o próprio trabalho. Ao fazer cortes da produção em larga escala no ano passado e apoiar os preços, o grupo encorajou investimentos de produtores de gás de xisto dos EUA e outros rivais, segundo o relatório.

A oferta fora da Opep+ deve se recuperar para 1,6 milhão de barris por dia em 2022, respondendo pela metade do salto previsto para a demanda, de 3,1 milhões de barris. Mesmo se a Opep+ aumentasse a produção o suficiente para atender ao aumento na demanda, sua produção permaneceria em 2 milhões de barris por dia abaixo dos níveis de 2019.

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©2021 Bloomberg L.P.

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