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AIE defende renúncia a projetos de gás e petróleo para alcançar neutralidade de carbono

·3 minuto de leitura
Os esforços necessários para alcançar o objetivo e limitar o aquecimento global a 1,5 ºC em comparação com a era pré-industrial "representam, talvez, o maior desafio já enfrentado pela humanidade", destacou o diretor da AIE, Fatih Birol

O mundo deve renunciar "agora" a aprovar novos projetos de petróleo e gás para alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e manter a esperança de limitar o aquecimento do planeta a 1,5 ºC, destacou nesta terça-feira (18) a Agência Internacional de Energia (AIE).

A agência publicou um novo roteiro para alcançar a meta da neutralidade de carbono, que consiste em não emitir mais gases do efeito estufa do que o planeta pode absorver.

As possibilidades são limitadas, mas o objetivo ainda é "factível", segundo a AIE, que afirma que a mudança promete "enormes benefícios" em termos de empregos e crescimento econômico.

Isto implica modificar totalmente o panorama energético, com um declínio significativo da demanda por combustíveis fósseis - principais emissores de gases do efeito estufa - e um aumento das energias renováveis.

"À margem dos projetos já aprovados em 2021, nossa previsão não contempla nenhum novo local de petróleo ou de gás com fins de desenvolvimento", destaca a AIE.

O relatório da agência tem o objetivo de preparar a 26ª Conferência da ONU sobre o Clima (COP26), que acontecerá em Glasgow (Reino Unido), em novembro.

O documento aponta que os carros novos com motor de combustão interna devem parar de ser vendidos em 2035 e a eficácia energética teria que crescer 4% por ano a partir da próxima década, ou seja, três vezes mais que ao ritmo atual.

Os esforços necessários para alcançar o objetivo e limitar o aquecimento global a 1,5 ºC em comparação com a era pré-industrial "representam, talvez, o maior desafio já enfrentado pela humanidade", destacou o diretor da AIE, Fatih Birol.

Para isto "são necessárias ações resolutas dos governos, apoiadas por uma cooperação internacional mais importante" do que a que acontece atualmente, disse o economista.

- "Guinada da AIE" -

O relatório da AIE, que aconselha os países em termos de política energética, ressalta que os investimentos em energias renováveis podem elevar o PIB mundial em 4% até 2050 na comparação com as previsões atuais.

Até esta data, a eficiência energética poderia provocar uma queda de 8% na demanda global em relação ao cenário atual, apesar de o planeta contar com quase dois bilhões de pessoas a mais com acesso à energia elétrica.

Os combustíveis fósseis representariam apenas 1/5 do fornecimento energético mundial, contra quase 4/5 atualmente.

Além disso, 90% da eletricidade seria procedente das energias renováveis e o restante especialmente da energia nuclear.

A agência prevê que a demanda de petróleo deve atingir o teto em 2030, com 104 milhões de barris diários (mbd).

No que diz respeito aos benefícios para a saúde pública, a AIE considera que seria possível reduzir as mortes prematuras em 2,5 milhões de pessoas por ano a partir de 2050.

O documento representa uma "guinada completa da AIE, dominada até agora pelas energias fósseis", afirma Dave Jones, do centro de pesquisas Ember.

A AIE considera que todas as fábricas de carvão ineficazes deveriam fechar até 2030.

"Isto representaria uma decisão muito ambiciosa para muitos países, especialmente a China, enquanto Índia e África do Sul precisariam de ajuda internacional para alcançar a meta", disse Jones.

A AIE também destaca que enquanto em 2030 a maior parte das reduções globais de CO2 procederá de "tecnologias existentes", em 2050 metade deve proceder de técnicas que ainda estão sendo testadas.

Isto inclui a captura direta e armazenamento de CO2, algo que poderia ter um "impacto significativo", indica o relatório.

pg-cho/app/tjc/fp

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