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AIE alerta que demanda global por petróleo vai disparar se nenhuma ação for tomada

Catherine HOURS
·3 minuto de leitura
Plataforma petroleira no lago de Maracaibo, estado de Zulia, Venezuela, em 27 de outubro de 2010

A demanda global por petróleo levará dois anos para recuperar seu nível anterior à pandemia do coronavírus, mas depois vai superá-lo com folga, a menos que medidas sejam tomadas em prol da proteção do clima, avalia a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório divulgado nesta quarta-feira (17).

“Nosso cenário, com base nas políticas atuais”, disse Fatih Birol, diretor da AIE, é que “enquanto os governos não derem passos ousados para conter a demanda, não veremos um 'teto'".

No entanto, “medidas mais fortes e mudanças de comportamento podem fazer com que isso aconteça”, destaca a AIE em seu relatório 'Petróleo 2021', cujas projeções vão até 2026.

No contexto atual, a demanda aumentará, atingindo 104 milhões de barris por dia (mbd) até 2026, ou seja, 4% a mais do que em 2019.

A Ásia será responsável por 90% desse aumento. Enquanto isso, é improvável que o consumo nos 37 países desenvolvidos que compõem a OCDE retorne aos níveis anteriores a 2020, de acordo com a AIE.

- Demanda de gasolina no teto -

A indústria petroquímica continuará estimulando o apetite pelo ouro negro. Em contraste, a demanda por gasolina pode ter atingido seu teto devido ao aumento da eficiência e à transição para veículos elétricos, o que compensará o crescimento do transporte nos países em desenvolvimento.

O consumo de combustível aeronáutico, o mais afetado no ano passado, voltaria gradativamente ao nível pré-covid-19.

Mas uma menor demanda nos transportes pode ser permanente devido à generalização das videoconferências, às restrições orçamentárias das empresas e à relutância dos viajantes, enfatiza o relatório.

“A crise da covid-19 causou um declínio histórico na demanda global de petróleo, embora não necessariamente duradouro”, resume Birol.

“Fazer uma transição organizada, longe do petróleo, é absolutamente essencial para atingir as metas climáticas, mas isso requer mudanças muito importantes na política e no comportamento. Sem isso, a demanda global por petróleo aumentará ano após ano a partir de agora até 2026”, acrescenta.

“Medidas significativas, tomadas de imediato”, consistiriam em “melhorar os padrões de eficiência energética, apoiando as vendas de veículos elétricos (apenas 3% do total hoje), reduzindo o uso de petróleo no setor elétrico, eliminando subsídios” a esta fonte de energia.

Essas ações, aliadas a mais teletrabalho, maior reciclagem, menos plásticos descartáveis e menos viagens profissionais, podem reduzir a demanda em 5,6 mbd até 2026, “o que significa que nunca mais voltaria aos níveis pré-pandêmicos”, destaca a AIE.

“O comportamento individual pode ter um impacto importante”, explica Toril Bosoni, diretor de mercados de petróleo do IEA: por exemplo, a generalização do teletrabalho para dois ou três dias da semana em vez de um, e isso apenas em países desenvolvidos, equivaleria a 2 mbd menos.

- Dilema -

Essas incertezas, em todo caso, colocam os produtores em um grande dilema: devemos investir sob o risco de criar capacidade excedente amanhã? Os investimentos, reduzidos em um terço ao longo de 2020 em relação às previsões do início do ano, dificilmente renderão em 2021. Mas, depois?

A diferença entre a demanda crescente e o fraco investimento poderia gerar alguma volatilidade no mercado, que os “estoques” acumulados em 2020 poderiam regular imediatamente.

O Oriente Médio, especialmente a Arábia Saudita, absorveria a maior parte do crescimento da demanda futura, de acordo com a AIE. Uma mudança em relação aos últimos anos, marcados pelo auge da produção dos Estados Unidos.

Para o setor, é hora de repensar seu espaço, sublinha a agência: cada uma das operadoras pode ter um papel na transição energética, reduzindo suas emissões, mas também com o desenvolvimento da energia eólica no mar e das técnicas de captura de carbono.

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