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AGU pede bloqueio de R$ 893 mi de 23 infratores ambientais

Luísa Martins
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Ações foram protocoladas de uma só vez em 15 de setembro, mas divulgadas nesta sexta Na terceira fase de uma força-tarefa criada no ano passado para responsabilizar desmatadores da Amazônia, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, em 27 ações civis públicas, o bloqueio de R$ 893 milhões em bens de 23 infratores ambientais que juntos teriam suprimido ilegalmente cerca de 35 mil hectares de floresta. As ações foram protocoladas de uma só vez em 15 de setembro, mas divulgadas pela AGU nesta sexta-feira. Nesta semana, o governo federal esteve no centro de críticas de organizações da sociedade civil, pesquisadores e procuradores, depois que o presidente Jair Bolsonaro culpou "caboclos e índios" pelas queimadas. Vistoria área de desmatamento na região de Colniza Mayke Toscano/Secom-MT via Fotos Públicas As ações judiciais tratam do desmatamento ilegal em 13 municípios dos Estados de Roraima, Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Nos outros dois lotes da força-tarefa, foram 45 processos que pediram R$ 1,3 bilhão em indisponibilidade de bens pelo corte indevido de árvores em 95 mil hectares. Desse valor, a Justiça concordou com o bloqueio de R$ 571 milhões, segundo balanço mais recente. “O objetivo dos bloqueios é garantir que os réus não venham a se utilizar de medidas de ocultação de bens ou dilapidação de patrimônio, de modo a garantir a efetividade do provimento jurisdicional favorável ao final do processo”, explica a coordenadora da força-tarefa, Renata Periquito Cunha.