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Agronegócio se preocupa com imagem negativa do governo

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images)

O agronegócio, que abraçou a campanha de Jair Bolsonaro em 2018, agora se divide sobre a manutenção do apoio ao presidente. Representantes teme prejuízos com a imagem negativa do governo no exterior.

O setor viu com preocupação as declarações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião ministerial de 22 de abril. Na ocasião, ele disse que o governo deveria aproveitar que a mídia estava ocupada cobrindo a pandemia de coronavírus para “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”.

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O conselheiro e ex-presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira) renunciou ao cargo após esta e outras entidades do setor apoiarem o ministro. Já a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), presidida por Marcello Brito, optou por evitar o endosso.

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Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, boa parte dos conselheiros da SRB foi pressionada pela ala bolsonarista da entidade a apoiar Salles. A presidente da sociedade, Teka Vendramini, está buscando “o caminho do meio” para apaziguar os ânimos. “A SRB é plural e apoia boas ideias e ações do governo, mas não de forma irrestrita”, disse ela, à reportagem.

Na contramão da crise econômica intensificada pela pandemia, o agronegócio deve passar a responder por 23,6% do total do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2019, representou 21,4% da soma das riquezas do país.