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Agrishow bate recorde e negocia R$ 11,2 bilhões em máquinas agrícolas

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*ARQUIVO* TANGARÁ DA SERRA, MT, BRASIL, 27-03-2012, 14h30: Colheita do final da safra de soja na fazenda Morro Azul do grupo A. Maggi, que fica há 70 km do centro de Tangará da Serra, no Mato Grosso. A colheita foi realizada com 17 colheitadeiras Case II, segundo os administradores do grupo A. Maggi, a safra atual deu 60 sacas por hectare num total de 39.400 mil hectare plantado. (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)
*ARQUIVO* TANGARÁ DA SERRA, MT, BRASIL, 27-03-2012, 14h30: Colheita do final da safra de soja na fazenda Morro Azul do grupo A. Maggi, que fica há 70 km do centro de Tangará da Serra, no Mato Grosso. A colheita foi realizada com 17 colheitadeiras Case II, segundo os administradores do grupo A. Maggi, a safra atual deu 60 sacas por hectare num total de 39.400 mil hectare plantado. (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Com lançamentos represados após o hiato de dois anos devido à pandemia, a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) bateu recorde e alcançou R$ 11,243 bilhões em negócios em seu retorno presencial, segundo anúncio feito na tarde desta sexta-feira (29).

A 27ª edição da feira, realizada em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) desde a última segunda (25), também bateu recorde de público, com 193 mil visitantes, ante os 150 mil esperados pela organização. É o maior faturamento na história de uma feira agrícola no país.

Na última edição, em 2019, foram comercializados R$ 2,9 bilhões, em valores nominais, o que significa que em 2022 o aumento foi de 287% nas negociações. Com a correção pela inflação, o valor de 2019 chega a R$ 3,537 bilhões.

Com as ruas lotadas na área de 520 mil metros quadrados de exposição e congestionamento de veículos que chegava a três horas, a Agrishow contribuiu para que, somente em quatro feiras agrícolas neste ano, o total negociado alcance R$ 29,943 bilhões.

A Agrishow superou os R$ 10,6 bilhões anunciados pela organização da Tecnoshow Comigo, realizada no início de abril em Rio Verde (GO). Antes dela, o 34º Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), alcançou R$ 3,2 bilhões em negócios. Já na 22ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), foram outros R$ 4,9 bilhões.

"Esses números são gigantescos. Tivemos durante três anos uma total desorganização da cadeia de suprimentos de componentes de máquinas agrícolas. Isso por um lado elevou os custos, o que consequentemente eleva os preços. Temos total desorganização no tráfego marítimo, o que também altera preços. Na outra ponta, temos máquinas com muito mais tecnologia embarcada que anos atrás. Quanto mais componentes, mais aumenta o preço", disse o presidente da Agrishow, Francisco Matturro, também secretário da Agricultura de São Paulo.

Os números, porém, poderiam ser ainda melhores, de acordo com Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), uma das realizadoras do evento.

"[Os valores anunciados] incluem máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem, sem incluir insumos e outras atividades, como camionetes e aeronaves", disse. Segundo ele, isso ocorre por questões de compliance de alguns setores.

Estevão disse que, em 2021, os setores faturaram R$ 88 bilhões e que o objetivo deste ano era crescer 5%, além da inflação. "Se der inflação de 10%, vai para R$ 100 bilhões no ano. Subimos 9% no primeiro trimestre, com viés de alta. A venda de máquinas é tão gigante quanto o agro brasileiro. Estamos num momento bastante promissor, com alta rentabilidade dos agricultores, o que faz com que tenha aumento na compra de máquinas."

Ele disse ainda que o aumento de mais de 3 milhões de hectares na área plantada faz com que seja preciso comprar mais máquinas.

Questionado se o último Plano Safra causou algum impacto nas vendas, Estevão disse que não e que os recursos foram obtidos por outras fontes.

"O governo colocou R$ 11 bilhões [no ano passado] e, se falamos em faturar R$ 100 bilhões, é pequeno [...] Plano Safra não tem mais dinheiro desde novembro", disse.

O Santander, por exemplo, disponibilizou inicialmente R$ 1 bilhão para crédito agrícola na Agrishow e levou para a feira em Ribeirão 250 gerentes.

Foi a Agrishow com mais bancos presentes na história, segundo o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso. Além do Santander, participaram Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Sicred, Bradesco, Caixa e BTG Pactual, além de bancos de fabricantes de máquinas.

"Foi uma semana intensa, presidenciáveis visitaram a feira. Esteve aqui o presidente da República, pudemos passar a ele as necessidades que o setor agropecuário brasileiro necessita para o novo Plano Safra, que começa a partir de 1º de julho. Mostramos a necessidade de recursos", disse João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq.

O setor pediu na última segunda-feira ao presidente Jair Bolsonaro (PL) a liberação de créditos agrícolas via Moderfrota e Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que totalizam R$ 44 bilhões, sendo R$ 32 bilhões para o primeiro programa, e o restante, para o segundo. Não houve sinalização do governo sobre o pedido.

Na Baldan, empresa de Matão (SP) com 94 anos de operação, a estimativa é faturar mais que o dobro na edição deste ano em comparação com a edição de 2019, devido também ao aumento no total de produtos à disposição.

"Superou as nossas expectativas, além da oportunidade de trazer novidades como a ampliação de nosso portfólio. A feira presencial tem um diferencial que permite rever amigos e clientes, propiciando um ambiente perfeito para negócios e parcerias", disse Celso Ruiz, diretor-superintendente da empresa.

"Quem está vindo está vindo muito capitalizado [...]", disse João Pedro Cury, CEO da Santa Clara Agrociência, que atua em inovação tecnológica na área de nutrição vegetal.

Um dos produtos que a empresa apresentou na feira é uma solução com tecnologia própria para culturas de soja e feijão.

Já a XCMG Brasil, fabricante chinesa de máquinas pesadas, vendeu, somente até a quinta-feira (28), 220 máquinas na Agrishow, superando a expectativa de toda a feira, que era a de comercializar 200 equipamentos.

A empresa ofereceu taxas de financiamento de 0,99% ao mês por meio de banco próprio, o que, segundo ela, alavancou as vendas. A previsão do diretor comercial Renato Torres é dobrar esse número no pós-feira.

O prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira (PSDB), disse que os números da feira foram fabulosos e se refletiram na cidade e na região.

"Os bares aumentaram o faturamento em 30% na cidade e os 17 mil leitos de hotéis tiveram ocupação de 100%. No entorno, a ocupação cresceu 95% na região", afirmou.

Sem vagas em Ribeirão, visitantes da feira se hospedaram em cidades como Araraquara, distante 85 quilômetros, Sertãozinho e Batatais.

Os congestionamentos na chegada e saída da feira fizeram com que a prefeitura se reunisse com a concessionária que administra a rodovia em frente ao local da Agrishow e com o governador Rodrigo Garcia (PSDB) para discutir melhorias para o ano que vem.

A próxima edição da Agrishow está marcada para ocorrer entre os dias 1º e 5 de maio de 2023.

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