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Agora existe um “posto de combustível” na órbita da Terra'; entenda

·3 minuto de leitura

À medida que o número de satélites comerciais lançados para a órbita da Terra cresce, novas demandas surgem com o propósito de estender a vida útil dessas ferramentas. Pensando nisso, a startup Orbit Fab tem trabalhado em um sistema de serviços de reabastecimento e manutenção orbital para satélites, que, agora, recebe o apoio da Lockheed Martin, empresa referência na fabricação de produtos aeroespaciais.

Estima-se que, atualmente, existam mais de 4.000 satélites em operação na órbita da Terra e algumas estimativas acusam que este número chega a 100.000 até o fim desta década. Junto a este número, também crescem os projetos voltados para manutenção e repare de satélites a partir do próprio espaço, como projeto Gas Station in Space, da Orbit Lab, a começar pelo Rapidly Attachable Fluid Transfer Interface (RAFTI), lançado em órbita no final de junho deste ano.

(Imagem: Reprodução/Orbit Fab)
(Imagem: Reprodução/Orbit Fab)

O RAFTI foi desenvolvido para estender a expectativa de vida das espaçonaves ao permitir que estes sejam reparados em órbita. O sistema é baseado em dois componentes: o primeiro é a válvula de serviço (SV, na sigla em inglês), projetado para reabastecimento terrestre e reabastecimento orbital; o segundo, é a metade do acoplamento espacial (SCH, na sigla em inglês), um mecanismo de trava de ação dupla.

Todo o sistema mede 10 x 10 x 0,05 cm e pode lidar com diferentes propelentes, como LOX/H2, água e álcool, a nitrogênio, hélio, xenônio e criptônio. No final de junho deste ano, o protótipo RAFTIT SV foi qualificado para ser lançado pelo Falcon 9, da SpaceX, a bordo da nave espacial Tenzing, da Orbit Fab. O voo serviu para testar os tanques, portas de abastecimento, propulsores e sistemas de encontro e atração.

Agora, a Tanker-001 Tenzing se encontra em uma órbita heliossíncrona (orbitando a Terra de polo a polo) e carrega combustível de Peróxido de Alto Teste (HTP, na sigla em inglês) — o primeiro depósito de combustível espacial em operação do mundo. Em maio de 2019, a Orbit Fab havia conduzido um teste de quatro meses onde lançou um protótipo petroleiro para a Estação Espacial Internacional (ISS), onde validou o sistema de alimentação de propulsor e se tornou a primeira empresa a reabastecer a estação com água.

Concepção artística da rede de reabastecimento da Orbit Fab (Imagem: Reprodução/Orbit Fab)
Concepção artística da rede de reabastecimento da Orbit Fab (Imagem: Reprodução/Orbit Fab)

No início deste mês, a Lockheed Martin anunciou a conclusão dos testes ambientais do seu Lockheed Martin In-space Upgrade Satellite System (LINNUS), um sistema que demonstrará como nanossatélites podem atualizar constelações de satélites e expandir suas operações bem como a vida útil. O LINNUS será lançado ainda este ano. Além desse sistema, a empresa trabalha no Augmentation System Port INterface (ASPIN), um adaptador projetado para suportar diferentes interfaces de reabastecimento, como o RAFTI da Orbit Fab.

O vice-presidente e diretor executivo da Lockheed Martin, Chris Moran, disse que o objetivo da empresa é investir estrategicamente em empresas de menores de tecnologia que sejam inovadores dentro de seus negócios existentes — para ele, a Orbit Lab se encaixa perfeitamente nestes critérios. Estender a capacidade e vida útil dos satélites também reduzirá a possibilidades de colisões e a geração de mais detritos no espaço com o tempo.

Fonte: Canaltech

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