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Agora acabou, não prometo mais nada, diz Guedes

FÁBIO PUPO, BERNARDO CARAM E THIAGO RESENDE
·4 minuto de leitura
*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF,  19-11-2020 - O ministro Paulo Guedes (Economia) e o líder do governo na câmara deputado Ricardo Barros (PP-PR). O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro e dos ministros do governo, durante cerimônia do Dia da Bandeira, na área externa do Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF, 19-11-2020 - O ministro Paulo Guedes (Economia) e o líder do governo na câmara deputado Ricardo Barros (PP-PR). O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro e dos ministros do governo, durante cerimônia do Dia da Bandeira, na área externa do Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (18) que medidas anunciadas por ele como as privatizações não foram concluídas devido a negociações no mundo político. Por isso, ele diz que, de agora em diante, não vai prometer mais nada.

"Falei 'em 15 semanas vamos mudar o Brasil'. Não mudou nada, teve a pandemia. Agora a mesma coisa. 'Vamos anunciar em 90 dias as privatizações', aí descubro que tem um acordo político para inviabilizar e não pautar. Aí a conta vem de novo, 'ele não entrega'. Então estou aprendendo. Resultado. Agora acabou, não prometo mais nada", disse.

Guedes fez as declarações em entrevista de encerramento de ano, concedida à imprensa em formato virtual. Ele afirmou que quem dá o timing para as reformas é a política, e sugeriu que por isso suas declarações vão mudar.

"Espero que o Congresso aprove as nossas reformas, espero que a reforma administrativa que está lá prossiga. Espero que a Câmara aprove o BC independente, felicito o Senado por aprovar o gás natural e o BC independente. Agora é assim, aprendi", afirmou.

O ministro afirmou que pretendeu aproveitar janelas de oportunidade para enviar reformas, como disse ter sido o caso da reforma administrativa. Segundo ele, o texto foi entregue após a criação do auxílio emergencial e diante da necessidade de acenar com corte de despesas

"Só conseguimos colocar a reforma administrativa lá porque tínhamos que acenar com a redução permanente de despesa", afirmou.

"Estamos entregando quando a janela abre. Sempre que abre, colocamos o dedo lá. Mas a janela fecha toda hora, então você tira para não perder a mão. Mas continuamos enfiando a mão até o último dia de governo", disse.

Apesar da falta de conclusão em determinados temas, o ministro defendeu que há percepção entre diferentes agentes econômicos que as entregas estão sendo concluídas.

"Não entregamos tudo que gostaria, mas há um reconhecimento do nosso trabalho. A Bolsa está chegando a 120 mil pontos, os juros estão a 2%, a economia está retomando o crescimento. Quer dizer, tem muita gente que acredita que estamos entregando", disse.

Guedes defendeu avançar na agenda das privatizações e considera importante vender até o fim do governo os Correios, a Eletrobras, a PPSA (que administra os contratos do pré-sal) e o Porto de Santos. Ele afirma que é preciso vender para acabar com a corrupção.

Sobre a Eletrobras, o ministro afirmou que é necessário tirar a empresa do controle do estado para atrair investimentos demandados no setor de energia para que não falte eletricidade no país.

"Se ela for ao mercado e virar uma companhia de controle difuso, ela consegue. Se não, quem vai colocar dinheiro lá? O governo está quebrado", afirmou.

Questionado sobre o comprometimento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com suas reformas até 2022, o ministro respondeu que, até agora, não foi possível analisar com propriedade.

"Quando passar essa confusão toda [da pandemia], vamos ver. Vamos voltar com a pauta. Queremos as privatizações, vamos para o Pacto Federativo, aí é que vamos ver. Até agora, não deu para ver", disse.

O ministro usou sua resposta à pergunta para fazer críticas à mídia, dizendo que há narrativas veiculadas na imprensa que não corresponderiam à realidade, principalmente sobre a entrega das reformas.

"Acho que a gente não pode entrar nessa de briga, de ódio. Nós somos brasileiros, é parte da política essa guerra. Mas, quando é demais, faz mal. Deixa de ser racional e passa a ser destrutivo para o país. E isso serve para todo mundo", afirmou.

Em seguida, afirmou que parte disso se deve a um erro de comunicação do próprio Ministério da Economia. Ele lamentou, por exemplo, que políticos saem em fotos inaugurando obras, enquanto sua pasta faz ações que, segundo ele, não são divulgadas.

O ministro falou ainda que Bolsonaro estaria sendo criticado mesmo sem escândalos de corrupção, ignorando episódios como as investigações do caso Queiroz, o indiciamento do ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (sob suspeita de envolvimento no esquema de laranjas do PSL) e, mais recentemente, a cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro gratuitamente por uma produtora que já recebeu R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro.

Guedes disse ainda esperar que, até o fim do ano, a perda de empregos formais seja zerada.

“É possível que cheguemos ao fim desse ano perdendo zero empregos no mercado formal de trabalho”, disse o ministro. Ele lembrou que o governo lançou um programa para evitar demissões em massa.

Com esta medida, a União paga ao trabalhador uma compensação em caso de contrato de trabalho suspenso ou de jornada reduzida.

De março a junho, a economia brasileira fechou 1,6 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. De julho a outubro, o mercado de trabalho reagiu. Foram criadas cerca de 1,1 milhão de vagas formais.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou o fechamento de 171,1 mil empregos com carteira assinada

Tradicionalmente, o segundo semestre concentra a maior parte de contratações de temporários nas fábricas para produzir as demandas das festas de fim de ano. Mas, em dezembro, o resultado costuma ser negativo devido à dispensa desses trabalhadores.