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Agora acabou, não prometo mais nada, diz Guedes

FÁBIO PUPO, BERNARDO CARAM E THIAGO RESENDE
·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.12.2020 - Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante seminário sobre a retomada da economia e o papel do judiciário no Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.12.2020 - Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante seminário sobre a retomada da economia e o papel do judiciário no Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (18) que medidas anunciadas por ele como as privatizações não foram concluídas devido a negociações no mundo político. Por isso, ele diz que, de agora em diante, não vai prometer mais nada.

"Falei 'em 15 semanas vamos mudar o Brasil'. Não mudou nada, teve a pandemia. Agora a mesma coisa. 'Vamos anunciar em 90 dias as privatizações', aí descubro que tem um acordo político para inviabilizar e não pautar. Aí a conta vem de novo, 'ele não entrega'. Então estou aprendendo. Resultado. Agora acabou, não prometo mais nada", disse.

Guedes afirmou que quem dá o timing para as reformas é a política e por isso sugeriu que suas declarações vão mudar.

"Espero que o Congresso aprove as nossas reformas, espero que a reforma administrativa que está lá prossiga. Espero que a Câmara aprove o BC independente, felicito o Senado por aprovar o gás natural e o BC independente. Agora é assim, aprendi", afirmou.

O ministro afirmou que a reforma administrativa só foi entregue por ter surgido uma janela de oportunidade após a criação do auxílio emergencial, já que era preciso acenar com um corte de despesas.

"Só conseguimos colocar a reforma administrativa lá porque tínhamos que acenar com a redução permanente de despesa", afirmou.

"Estamos entregando quando a janela abre. Sempre que abre, colocamos o dedo lá. Mas a janela fecha toda hora, então você tira para não perder a mão. Mas continuamos enfiando a mão até o último dia de governo", disse.

Apesar disso, o ministro defendeu que há percepção entre diferentes agentes econômicos que as entregas estão sendo concluídas.

"Não entregamos o que gostaria, mas há um reconhecimento do nosso trabalho. A Bolsa está chegando a 120 mil pontos, os juros estão a 2%, a economia está retomando o crescimento. Quer dizer, tem muita gente que acredita que estamos entregando", disse.

Guedes defendeu avançar na agenda das privatizações e considera importante vender até o fim do governo os Correios, a Eletrobras, a PPSA (que administra os contratos do pré-sal) e o Porto de Santos. Ele afirma que é preciso vender para acabar com a corrupção.

Sobre a Eletrobras, o ministro afirmou que é necessário tirar a empresa do controle do estado para atrair investimentos demandados no setor de energia para que não falte eletricidade no país.

"Se ela for ao mercado e virar uma companhia de controle difuso, ela consegue. Se não, quem vai colocar dinheiro lá? O governo está quebrado", afirmou.

Guedes disse ainda esperar que, até o fim do ano, a perda de empregos formais seja zerada.

"É possível que cheguemos ao fim desse ano perdendo zero empregos no mercado formal de trabalho", disse o ministro. Ele lembrou que o governo lançou um programa para evitar demissões em massa.

Com esta medida, a União paga ao trabalhador uma compensação em caso de contrato de trabalho suspenso ou de jornada reduzida.

De março a junho, a economia brasileira fechou 1,6 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. De julho a outubro, o mercado de trabalho reagiu. Foram criadas cerca de 1,1 milhão de vagas formais.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou o fechamento de 171,1 mil empregos com carteira assinada.

Tradicionalmente, o segundo semestre concentra a maior parte de contratações de temporários nas fábricas para produzir as demandas das festas de fim de ano. Mas, em dezembro, o resultado costuma ser negativo devido à dispensa desses trabalhadores.