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Agora é possível tirar fotos da Lua com riqueza de detalhes sem sair da Terra

Enquanto testavam o protótipo de um novo sistema de radar que equipará o telescópio Green Bank (GBT), da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, cientistas aproveitaram para tirar as fotos mais detalhadas da Lua já feitas na Terra, mostrando em detalhes a maior cratera lunar. O equipamento? Bem, eles usaram um transmissor com potência inferior à de um micro-ondas doméstico!

Para os testes, engenheiros instalaram um transmissor de radar de 700 watts no GBT e o apontaram para a Lua. Depois, os ecos do radar retornaram, encontrando as dez antenas da Very Long Baseline Array (VLBA). O resultado foi uma foto incrivelmente detalhada da cratera Tycho, uma formação com 85 km de diâmetro em nosso satélite natural.

Veja abaixo:

Cratera Tycho fotografada pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)
Cratera Tycho fotografada pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)

A cratera foi fotografada com 5 metros de resolução, a maior já conseguida em uma foto da superfície lunar tirada da Terra. Esta é uma cratera de impacto relativamente jovem, com idade estimada em 108 milhões de anos. Ela tem relevo bem definido e é cercada por vários raios no solo, sendo que alguns deles chegam a 1.500 km de extensão.

O protótipo foi desenvolvido por meio de uma colaboração entre o Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO), o Observatório Green Bank (GBO) e a Raytheon Inteligência e Espaço. Juntas, as instituições estão desenvolvendo um sistema de radar planetário de última geração para o GBT, que poderá estudar objetos do Sistema Solar.

Detalhe da cratera na imagem produzida pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)
Detalhe da cratera na imagem produzida pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)

Além da Lua, a equipe também fez testes do protótipo em uma rocha espacial. “Em nossos testes, conseguimos localizar um asteroide a 2,1 milhões de quilômetros de nós, mais de cinco vezes a distância da Terra à Lua”, observou Patrick Taylor, líder da divisão de radar no GBO e NRAO.

O asteroide observado tinha cerca de um quilômetro de extensão, tamanho suficiente para causar um desastre em nosso planeta, se estivesse em rota de colisão. “Com este sistema de alta capacidade, podemos estudar objetos muito mais longe” acrescentou ele. “Quando o assunto é desenvolver estratégias de defesa contra possíveis impactos, ter mais tempo de aviso é tudo”, finalizou.

Fonte: Canaltech

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