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Agências do BB e da Caixa têm fila após anúncios do governo, diz Contraf

Maria Luíza Filgueiras

Para entidade dos trabalhadores do setor, governo informou mal sobre as medidas emergenciais Enquanto os bancos tomam medidas para reduzir o fluxo de clientes e funcionários em suas redes de agências, anúncios do governo acabaram gerando efeito oposto para unidades da Caixa e do Banco do Brasil, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), filiada à CUT.

“Tivemos ontem e hoje agências com filas enormes do lado de fora, com as pessoas em busca de crédito no Banco do Brasil e do voucher na Caixa. O governo anunciou essas medidas sem explicá-las para a população, que está indo em agência buscar R$ 200, dinheiro que ainda não está disponível”, diz Juvandia Moreira, presidente da Contraf.

“As pessoas deviam estar em casa, mas estão mal informadas pelo próprio governo. Em outros países o atendimento bancário tem sido de emergência e com hora marcada.”

Apesar desse movimento específico, a Contraf e os sindicatos de bancários consideram que os bancos avançaram bastante ao longo da semana nas medidas preventivas contra a contaminação dos trabalhores. Nos cinco maiores bancos do país, todas os bancários do grupo de risco já estão em casa (em home office ou liberados).

Conforme levantamento do Sindicato de Bancários de São Paulo, Osasco e região, todos os grandes bancos públicos e privados já atenderam boa parte das demandas preventivas – como reforço de limpeza, suspensão de viagens e eventos – e até ontem apenas o Bradesco ainda não estaria fazendo escalonamento de atendimentos, com controle de entrada de clientes nas agências.

“Mas agora o Bradesco também já comunicou o escalonamento e desde o primeiro dia já tinha colocado em casa os grupos de risco. O banco já está caminhando para quase 50% dos bancários em casa”, diz Juvandia. Os bancos iniciam agora uma redução da jornada de trabalho, conforme autorização de flexibilização dada pelo Banco Central.