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A Afterverse busca profissionais para trabalhar com games — e o RH dá as dicas

·11 minuto de leitura

Não é exatamente uma novidade que as empresas mundo afora estão disputando a tapa profissionais de tecnologia. Apenas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024, 421 mil postos de trabalho serão criados no setor no país. No entanto, os cursos superiores da área formam menos de 50 mil profissionais da área anualmente. Ou seja, falta (muita) gente nesse mercado.

Por isso, as empresas precisam ser cirúrgicas na hora de atrair talentos para os seus quadros. E isso envolve não apenas oferecer bons salários e benefícios, mas também planejamento na contratação, o que envolve um alinhamento entre as áreas de TI e Recursos Humanos. E, nesse último, o setor exige cada vez mais profissionais com conhecimentos específicos para que a seleção de candidatos seja certeira.

E é aí que entra o tech recruiter, um profissional de RH especializado na contratação de talentos para a área de tecnologia. Este especialista consegue entender não apenas as chamadas soft skills, mas também as hard skills (conhecimentos específicos em TI), para que o candidato esteja alinhado com os projetos de transformação digital da companhia.

E para explicar como funciona o processo de contratação de profissionais para sua área de TI, o Canaltech conversa semanalmente com tech recruiters das maiores empresas do Brasil, além de startups. No papo, eles explicarão como todo processo é realizado, quais os perfis mais buscados e como essas companhias atraem — e retêm —esses talentos.

E na edição de hoje, nós conversamos com Laís Cabral, tech recruiter na Afterverse, estúdio de games da Movile (controladora de apps como o PlayKids e iFood, entre outros) e responsável pelo PK XD, um dos mais populares jogos mobile da atualidade e com mais de 50 milhões de usuários ativos mundo afora.

E na entrevista, ela fala como a empresa seleciona os profissionais de TI, quais as especialidades mais buscadas, o processo de recrutamento e muito mais.

Laís Cabral, tech recruiter na Afterverse (Imagem: Divulgação / Afterverse)
Laís Cabral, tech recruiter na Afterverse (Imagem: Divulgação / Afterverse)


Confira como foi o papo:

Canaltech - Atualmente, como está o ritmo de contratações de profissionais de TI pela Afterverse? A empresa tem planos de crescimento na área para os próximos meses?

Laís Cabral: Ritmo acelerado! Somos uma empresa do Grupo Movile, o que significa que tecnologia e inovação estão no nosso DNA. Então, é natural que grande parte do nosso time seja voltada a profissionais dessa área. Além disso, também tem o fato de a Afterverse atuar no mercado Gamer, que já vinha aquecido há alguns anos e, depois do isolamento social, acelerou ainda mais! Por isso, sim, nós temos um plano de recrutamento forte e ativo para os próximos meses, com posições em várias áreas, com o objetivo de compor até dezembro, o time que irá viabilizar a missão ousada da Afterverse de produzir jogos inesquecíveis!

CT - E, atualmente, para quais posições a Afterverse mais tem buscado profissionais para a sua área de tecnologia? Engenheiros, desenvolvedores, Designer, Big Data, Inteligência Artificial?

L.C.: Praticamente, todas essas! Estamos fortalecendo o time para os desafios à frente, então, temos muitas posições abertas para vários níveis de senioridade e com foco em tecnologia. Avaliamos os perfis mais pelas skills de compreensão de computação (orientação objetos, algoritmos e estrutura de dados) do que meramente por conhecimento em linguagens específicas que utilizamos. Trabalhamos com uma variedade de sistemas e, como mencionei antes, acreditamos em treinamento e desenvolvimento constantes.

Para citar alguns exemplos de nossas vagas em tecnologia disponíveis no momento, temos: time de Client com posições de Game Developer (inclusive com posições exclusivas para mulheres), time de Data com posições de Data Science, Data Engineer e Data Analyst, time de Arte com posições de Tech Art, Modelagem 3D, Concept Artist, além de outras posições específicas para UX e UA.

CT - Ao iniciar o processo de contratação de profissionais de TI, como é feito o planejamento entre o RH e a área de tecnologia da Afterverse? Que informações são trocadas entre os dois setores?

L.C.: Essa é uma etapa importante para que a área de Gente consiga apoiar a expansão atual da empresa. Por isso, fazemos alinhamentos trimestrais junto à alta liderança, olhando para o roadmap dos produtos e entendendo de quantos e quais profissionais iremos precisar nos próximos meses.

Depois dessa etapa, fazemos também reuniões com as lideranças diretas das posições que precisam ser abertas e, nesse momento, definimos o escopo de trabalho delas, observando quais skills estão envolvidas, bem como quais são os diferenciais e desafios de cada posição. A partir daí, começamos a buscar estas pessoas.

CT - Que conhecimentos o profissional de RH da Afterverse hoje tem para selecionar profissionais de TI para os quadros da empresa? Ela tem acesso a algum tipo de curso para poder selecionar com mais propriedade para essa área?

L.C.: Além de contar com uma equipe de tech recruiters especializada (com experiência de mercado e cursos específicos), nosso time de Gente tem acesso a diversos treinamentos por meio de uma plataforma online com conteúdos da Udemy, Harvard ManageMentor, entre outros. E, como somos parte de um ecossistema de tecnologia e inovação, existem muitas oportunidades de troca (benchmarking) e aprendizagem com as empresas do grupo, além de treinamentos mais formais, como um promovido pela Movile voltado à contratação na área de tecnologia e que abrange tanto o time de Gente, quanto os gestores diretos, os chamados hiring managers.

Dessa forma, foi possível acelerar o processo de contratação em nível mais escalável. Outro ponto muito importante é a motivação em si: nossas pessoas recrutadoras são curiosas e apaixonadas pelo negócio. Combinamos um olhar estratégico do recrutamento com paixão pelo que estamos construindo para atrair e recrutar os melhores talentos.

CT - E o que a Afterverse busca hoje, de forma geral, em um profissional de TI? A empresa prefere investir em um profissional mais, por assim dizer, pronto? Ou opta por alguém que possa ser moldado dentro de casa? Ou há espaço para esses dois perfis?

L.C.: A Afterverse prioriza — e isso se aplica a todas as áreas — profissionais que tenham um bom alinhamento com a Cultura da empresa. Por exemplo, um dos nossos valores é que as pessoas sejam protagonistas de sua jornada, buscando autodesenvolvimento constante. Com isso, fica claro que nós apostamos no potencial de pessoas alinhadas ao nosso jeito de ser e agir.

Acreditamos no modelo de desenvolvimento em que as pessoas chegam com uma base técnica que vai se aprimorando com o apoio da equipe e de mentorias, com as experiências dos desafios diários e com os cursos que temos em nossa plataforma de aprendizagem MyAcademy.


CT - De forma geral, como funciona o processo seletivo de um profissional da área de tecnologia na Afterverse? Por quantas etapas o candidato passa antes de ser contratado?

L.C.: O início do processo pode ser tanto com uma abordagem mais proativa por meio de fontes como o LinkedIn, quanto pela triagem de currículos inscritos em nossas posições abertas. Depois disso, são basicamente 3 etapas:

Papo com Recruiter: este é o momento em que o RH vai conversar com a pessoa candidata (e é mais um bate papo mesmo!), buscando uma espontaneidade de narrativa, a fim de entender o perfil da pessoa, sua aderência à nossa Cultura, suas expectativas, sua trajetória etc.

Papo com Liderança: este é o momento em que a gestão direta vai entender um pouco mais sobre como a trajetória desta pessoa se traduz em conhecimentos e habilidades que podem contribuir para a área.

Papo com Colega: este é o momento em que outra pessoa da área vai abordar questões diferentes da etapa 2 e gerar mais validações do ponto de vista técnico. Também contribuiu para casos em que há empate entre duas pessoas para a mesma posição.

Depois dessas etapas, há um momento de discussão entre Recruiters e pessoas envolvidas no processo de avaliação, para que sejam definidos os talentos aprovados e, consequentemente, estes receberão uma proposta para integrar o time.


CT - Uma pesquisa recente da HR Tech Vulpi aponta que 75% dos profissionais de TI abandonam o processo seletivo quando há algum teste técnico muito longo no processo seletivo. Logo, como a Afterverse pode equacionar essa questão: a necessidade de conhecer as qualificações dos candidatos, sem precisar aplicar testes demasiadamente longos?

L.C.: Atualmente, adotamos um modelo sem testes e que foca em perguntas situacionais para esclarecer quais os pontos fortes e quais os pontos que precisam ser desenvolvidos de cada pessoa candidata. Acreditamos na seguinte combinação: perguntas adequadas + ambiente que permita a espontaneidade. Isso porque, se a pessoa fica à vontade, sem se sentir pressionada, ela consegue comunicar com mais facilidade as habilidades técnicas e também as comportamentais que nos darão o conhecimento necessário para uma contratação eficaz.

CT - Como a Afterverse vem lidando com a escassez de profissionais de TI no mercado? Quais cuidados a empresa vem tomando para acertar no perfil do profissional contratado?

L.C.: Sabemos que o mercado de tecnologia no Brasil — e no mundo! — está aquecido, muito por conta das oportunidades de trabalho remoto que o último ano trouxe. Por isso, oferecer um diferencial é vital nesse cenário tão competitivo. Mostrar o valor que aquele trabalho terá e o impacto que ele irá causar na sociedade despertam um fator que tem sido decisivo para profissionais que podem escolher onde querem atuar: o propósito.

A gente acerta na contratação sempre que traz para a equipe alguém que tem um propósito alinhado ao nosso: de lançar jogos inesquecíveis, que derrubem barreiras e conectem pessoas globalmente. É uma ideia ousada e, por isso, oferece constantemente grandes desafios, o que também é um motivador muito considerado pelas pessoas que optam pela Afterverse.

Outro ponto que vale destacar é que nossa equipe técnica é realmente apaixonada pelo que faz e muito talentosa. Por isso, várias pessoas que desejam se desenvolver nesse segmento chegam até nós pela oportunidade de aprender com outros talentos que temos na Afterverse. Além disso, fazer parte de um universo que está sendo construído, que já tem potencial enorme de crescimento e que oferece uma Cultura acolhedora encoraja as pessoas a fazerem parte dessa história desde o início.


CT - E como a Afterverse trabalha com a retenção de talentos em uma área tão disputada e onde o índice de turnover é considerado alto?

L.C.: A retenção também está muito conectada à questão do propósito, da Cultura e dos desafios que temos na Afterverse. Nosso ambiente é inovador, motivador e colaborativo, aberto à expressividade de todas as pessoas. Isso se traduz em diversidade e acolhimento, que são diferenciais nossos. Trabalhamos constantemente para engajar nossas pessoas, fortalecendo nossos valores e nossa marca empregadora.

Oferecemos acompanhamento de carreira, com uma cultura de liderança bem próxima, o que inclui a prática de feedback constante e avaliações de desempenhos em ciclos definidos para reconhecer e impulsionar a carreira das pessoas que estão gerando impacto no nosso negócio. Quem valoriza esse modelo de trabalho fica aqui por razões que vão além dos benefícios básicos.

É claro que, com metas tão ousadas, as conquistas do time são enormes e isso acaba resultando também nesses benefícios mais comuns, como pagamento de bônus. Mas não é o fator primordial que faz com que os Bravers — como chamamos as pessoas na Afterverse — fiquem conosco.

CT - Com o trabalho remoto ampliado devido à pandemia de covid-19, abriu-se espaço para que as empresas contratem profissionais de todas as partes do país. A Afterverse trabalha com esse modelo de Anywhere Office? Em caso positivo, ela vale também para profissionais do exterior ou fica restrito ao Brasil?

L.C.: Com certeza, adotamos o modelo de trabalho remoto a partir de qualquer lugar do mundo! A proposta da Afterverse é derrubar barreiras e isso vai além dos nossos jogos. Nossas posições em Anywhere Office permitem uma variedade maior nas contratações, o que é primordial para mantermos a Diversidade nos times, outro valor essencial da nossa Cultura.

CT - Hoje, qual a remuneração média oferecida pela Afterverse nos níveis Júnior, Pleno e Sênior em sua área de TI? Os colaboradores também têm pacote de benefícios?

L.C.: Os valores estão dentro das melhores práticas do mercado Gamer. Temos feito essa análise, comparando com dados de players similares e propondo alguns ajustes internos para nos mantermos competitivos. Nossas posições são CLT, garantindo todos os benefícios. Além disso, temos alguns diferenciais, por exemplo:

  • Licença maternidade e paternidade estendidas;

  • Licença maternidade com retorno gradual;

  • Auxílio Creche e de Material Escolar;

  • Assistência jurídica, financeira, social e psicológica às pessoas colaboradoras;

  • Núcleos e grupos internos (LGBTQIA+, Pessoas Pretas, Mulheres e Pessoas Aliadas) que atuam como rede apoio;

  • Auxílio para pessoas trans e para pessoas com deficiência;

  • GymPass;

  • Auxílio Home Office;

  • Auxílio para Curso de Idiomas.

E a Afterverse está com diversas vagas abertas e anuncia novas posições constantemente. Acesse a página de carreiras da empresa, veja quais oportunidades se encaixam em seu perfil profissional e boa sorte!

Fonte: Canaltech

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