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Afrouxamento das condições financeiras ameaça combate à inflação por BCs

Fachada do Federal Reserve, em Washington

Por Yoruk Bahceli

(Reuters) - O Federal Reserve está elevando os juros nos Estados Unidos no ritmo mais agressivo em uma geração, mas as condições financeiras que precisa apertar para controlar a inflação crescente estão indo na direção errada.

Um rali nas ações e uma queda nos rendimentos dos títulos do governo desde a alta de juro adotada pelo banco central norte-americano em junho significam que as condições financeiras estão, na realidade, se afrouxando, apesar de a economia dos EUA ter sido atingida por um aumento combinado de 1,50 ponto percentual nos custos dos empréstimos no acumulado daquela reunião e da seguinte.

As condições financeiras refletem a disponibilidade de financiamento em uma economia. Elas ditam os planos de gastos, poupança e investimento de empresas e famílias, então os bancos centrais querem que elas se apertem para ajudar a controlar a inflação, que está muito acima de sua meta.

Um índice de condições financeiras dos EUA compilado pelo Goldman Sachs, amplamente acompanhado e que leva em consideração os custos dos empréstimos, os níveis das ações e as taxas de câmbio, afrouxou cerca de 80 pontos-base desde a reunião do Fed de junho.

Um índice semelhante do Federal Reserve de Chicago, que acompanha as condições financeiras independentemente das condições econômicas predominantes, tornou-se negativo, o que implica que as condições estão frouxas em relação ao que o atual quadro econômico geralmente sugere.

Na zona do euro, as condições financeiras também afrouxaram cerca de 40 pontos-base, de acordo com o Goldman Sachs, e os mercados monetários deixaram de precificar a maioria dos aumentos de juros para 2023 que esperavam anteriormente.

"Em junho, pensamos que as condições financeiras (nos EUA) estavam onde deveriam estar para arquitetar a desaceleração necessária para trazer atividade, crescimento salarial e inflação de preços de volta à meta”, disse Daan Struyven, economista sênior global do Goldman Sachs.

"Nosso melhor palpite é que elas afrouxaram um pouco demais."