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Afinal, por que os smartphones explodem?

(Pixabay)

Por Luiz Anversa (@luiz_anversa)

Com os recorrentes casos de explosões envolvendo celulares, os usuários passaram a se informar mais a respeito dos componentes do aparelho e o que pode causar perigosas anomalias.

O tema começou a ganhar destaque na imprensa com as explosões do Galaxy Note 7, da Samsung, em 2016. Os aparelhos chegaram a estourar durante o carregamento e no bolso do consumidor.

Luiz Carlos Kretly, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, lembrou que casos de explosões de celulares são antigos, mas nunca foram muito divulgados. “Isso começou há uns 15, 20 anos, mas não com tanta frequência como agora”, falou.

Por que os celulares explodem?

O professor explicou que a pane ocorre por causa de um curto-circuito interno na bateria: “O espaço entre os eletrodos, que têm o tamanho da metade de um de cabelo, diminuiu muito. Os fabricantes quiseram otimizar a capacidade da bateria, mas causaram também descarga em corrente, reações químicas e, consequentemente, explosões das baterias”, explica. Os eletrodos são os terminais utilizados para conectar um circuito elétrico.

Depois dos acidentes, estima-se que a Samsung perdeu 5 bilhões de dólares com o Note 7. Em valor de mercado, a gigante sul-coreana ficou 21 bilhões de dólares menor. Depois disso, a empresa criou um departamento exclusivo para testes de bateria.

O professor Kretly até revelou um teste heterodoxo que as empresas fazem para verificar a qualidade da peça: batem um prego nela. “Em geral elas explodem”, brincou. O objetivo é minimizar as reações químicas internas da bateria.

Como evitar acidentes?

O usuário também pode se precaver para impedir acidentes mais graves com o seu aparelho. Evite expor o celular ao sol intenso, já que produtos químicos que compõem a bateria são sensíveis ao calor.

Sempre é bom lembrar também que, se o telefone estiver carregado 100%, você deve retirá-lo da tomada. “A bateria tem uma válvula, como da panela de pressão, em que escapam gases. Se a parte de baixo do telefone estiver sobreaquecida, também tire da tomada. Pode ocorrer um curto-circuito”, explica o especialista da Unicamp.