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Afinal, o que define um objeto espacial como "próximo" da Terra?

Wyllian Torres
·4 minuto de leitura

É frequente nos depararmos com alguma manchete nos alertando sobre um grande asteroide que passará próximo à Terra; de "raspão", muitas vezes. Mas será que essas passagens são realmente tão próximas assim? Ou se o objeto estiver passando bem longe, o quão distante será? Afinal, o que determina a distância segura entre nosso planeta e um objeto espacial? Eis alguns apontamentos sobre os chamados “objetos próximos” da Terra.

Segundo o Centro de Estudos de NEO (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA — responsável por monitorar constantemente com alta precisão qualquer objeto que se aproxima da Terra —, os chamados Objetos Próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês) representam qualquer corpo que tenha uma órbita que o coloque a cerca de 50 milhões de quilômetros de distância do nosso planeta. No entanto, para ser considerado como Objeto Potencialmente Perigoso (PHO), este objeto precisa passar a menos de 19,5 vezes a distância entre Terra e Lua, o equivalente a cerca de 7,5 milhões de quilômetros, e que tenha um tamanho estimado de 140 metros.

Ao longo de um mês, vários pequenos objetos passam entre as órbitas da Terra e Lua, mas são tão pequenos — menos de um metro —, que os que atingem a atmosfera acabam explodindo em um meteoro e se desfazendo por completo sem que nenhum detrito atinja o solo.

Conforme o monitoramento do CNEOS, pelos próximos 100 anos não há previsão alguma de algum objeto espacial próximo que nos ameace. Para ser mais exato, a maior probabilidade de um risco significativo de impacto é de 1 em 714, por um asteroide chamado 2009 FD, lá pelo ano de 2185 — não chega nem a 0,2% de chance de nos acertar. Não é uma possibilidade descartada, mas as chances são mínimas.

Animação feita através de 20 anos de dado dos NEOs conhecidos até 2018 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Animação feita através de 20 anos de dado dos NEOs conhecidos até 2018 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

As distâncias no espaço são gigantescas, algo que vai além da nossa compreensão terráquea básica. Os lugares e corpos no universo são tão distantes um do outro que precisamos adotar a unidade de medida "anos-luz" — sendo a velocidade da luz, cerca de 300 km/s, a marca desse medidor —, para dar conta de tanto espaço entre a Terra e outros lugares. O que acontece é que essa classificação é um parâmetro para a constante observação destes objetos que podem se tornar uma ameaça. A partir da nossa perspectiva, o objeto realmente está passando bem distante de nós — às vezes, no máximo, conseguimos observar algum deles com telescópios —, mas, em uma perspectiva cósmica, nesse mar de longas distâncias que é o universo, o objeto está passando bem perto.

Os NEOs são encontrados e monitorados através de telescópios terrestres por todo o mundo, como o telescópio infravermelho NEOWISE, da NASA, e a maneira mais comum de procurar é observar a movimentação de pequenos objetos em relação às estrelas ao fundo. Com base nisso, cientistas procuram estabelecer informações como velocidade, tamanho e órbita destes corpos. Ao final, estes dados ficam armazenados em um banco de dados mundial, mantido pelo Minor Planet Center — aprovado pela União Astronômica Internacional com financiamento do Programa de Observações da NASA.

Gráfico elaborado a partir dos NEOs detectados pelo telescópio infravermelho NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Gráfico elaborado a partir dos NEOs detectados pelo telescópio infravermelho NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

E por que monitorar estes objetos? Entre as órbitas de Marte e Júpiter se encontra o Cinturão de Asteroides com milhares de corpos com tamanhos significados. É natural que, em algum momento, um desses objetos tenha sua trajetória abalada por algum fator que o coloca próximo à Terra. Sabendo mais ou menos a dinâmica destes objetos próximos, podemos nos preparar para possíveis ameaças — mesmo que hoje as chances sejam remotas.

A NASA vem estudando algumas técnicas que possam nos ajudar nestas circunstâncias de ameaça, como o chamado "trator gravitacional", onde uma espaçovace se aproximaria do asteroide em questão e, partir da atração mútua entre os dois, a trajetória do asteroide seria lentamente alterada. Uma tentativa disso será feita com a missão DART, que chocará uma pequena espaçonave contra um asteroide potencialmente perigoso, na tentativa de desviá-lo de sua órbita. A missão recentemente foi adiada para ser lançada entre novembro deste ano e fevereiro do ano que vem.

Aproximação do asteroide 99942 Apophis, a cerca de 44 vezes a distância entre Terra e Lua de distância (Imagem: Reprodução/TheSkyLive.com)
Aproximação do asteroide 99942 Apophis, a cerca de 44 vezes a distância entre Terra e Lua de distância (Imagem: Reprodução/TheSkyLive.com)

De modo geral, não há motivos plausíveis para nos preocuparmos com a ameaça asteroides, mas isso não significa que devemos baixar a guarda. Como dizem por aí "é melhor prevenir do que remediar". No mais, todos os objetos conhecidos podem ser consultados através da página do CNEOS — a qual nos fornece informação quanto a distância, velocidade, tamanho e até mesmo a magnitude (brilho) destes corpos.

Fonte: Canaltech

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