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Aeronáutica vai investigar queda de balão no interior de SP

SÃO PAULO, SP, 17.05.2022 - Cesto de balão que caiu na manhã de quarta-feira entre as cidades de Boituva e Porto Feliz, no interior de São Paulo, chega a delegacia de Boituva. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 17.05.2022 - Cesto de balão que caiu na manhã de quarta-feira entre as cidades de Boituva e Porto Feliz, no interior de São Paulo, chega a delegacia de Boituva. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Cenipa (Centro de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) entrou na investigação das causas da queda de um balão tripulável em Porto Feliz (116 km de SP), na última terça-feira (17).

Nove pessoas estavam no equipamento e tiveram de ser levadas para hospitais. Uma mulher, de 51 anos, foi internada em estado grave no Hospital São Luiz, em Boituva, cidade vizinha e de onde decolou o balão, e precisou ser transferida para São Paulo.

Nesta quarta-feira (18), a Aeronáutica afirmou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), de São Paulo (SP), já apuram informações sobre o acidente.

Caso o acidente seja classificado como ocorrência aeronáutica, os investigadores se deslocarão para Porto Feliz para realizar uma ação inicial, como é chamada a fase de coleta e confirmação de dados, preservação de indícios, verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave e o levantamento de outras informações necessárias à investigação.

"A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes", afirma o Cenipa, em nota.

A polícia de Boituva espera para esta quarta-feira a apresentação da documentação do balão, que foi levado para a delegacia da cidade para a realização de perícia. Ele precisa estar registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Na tarde de terça, o delegado Emerson Jesus Martins afirmou que os peritos não haviam encontrado números ou outras informações no equipamento que indicassem esse registro.

Procurada na terça e nesta quarta, por telefone, mensagem de celular e email, a Aventurar Balonismo, responsável pelo voo, não respondeu até a publicação desta reportagem.

A Polícia Civil investiga se houve negligência dos operadores. Segundo o delegado Martins, a Defesa Civil estadual fez um alerta dizendo que entre terça e quarta uma instabilidade no oceano iria provocar fortes ventanias nas regiões de Campinas e Sorocaba, onde ficam Porto Feliz e Boituva.

O alerta informava ainda que as rajadas de vento seriam intensas, com pico no período da tarde desta quarta, de até 75 km/h. Também afirmou que não era recomendável praticar esportes influenciados pelo vento.

Ricardo Almeida, presidente da Associação de Balonismo de Boituva, afirmou na terça que o piloto foi surpreendido por um vento inesperado, que os sites de meteorologia não acusaram.

O presidente da Confederação Brasileira de Balonismo, Johnny Alvarez, também disse que as condições para voo estavam normais, sem qualquer indicativo de que a prática deveria ser suspensa.

Segundo ele, havia um aviso de que ventos mais fortes poderiam ocorrer na região, mas a previsão era que isso só ocorresse no fim do dia. "Inclusive, eu tenho um vídeo do piloto decolando em 5 km/h, condições perfeitas para a decolagem. [A microexplosão] Acabou se adiantando e ele fez um pouso forçado", disse ele.

Alvarez explicou que o pouso forçado acontece geralmente quando há um aumento repentino do vento. "Ele viu que a intensidade do vento ficou mais forte e ele resolveu pousar o balão", analisou.

De acordo com o capitão Márcio de Lima Renó, do Corpo de Bombeiros, que participou do atendimento da ocorrência, passageiros disseram que o piloto tentou fazer o pouso de emergência por causa da rajada.

O balão pegou ventos de 39 km/h na hora do pouso, diz a Prefeitura de Boituva. Já a Defesa Civil estadual afirmou ter estimado a velocidade do vento no local, às 7h, horário do acidente, em aproximadamente 55 km/h. O valor é estimado porque não há uma estação meteorológica oficial na região.

Para o pouso, segundo o capitão Renó, o piloto tentou parar em um lugar aberto. Três pessoas saíam do balão quando o equipamento ficou mais leve, decolou novamente e tombou mais à frente, em um canavial.

A polícia investiga se elas foram jogadas do balão ou desceram. Além disso, segundo os Bombeiros, essas três pessoas foram atropeladas pelo equipamento.

Entre elas está Patrícia Probst do Amaral, 51, que teve múltiplas fraturas e no fim da tarde de terça foi transferida para um hospital de São Paulo. Ela estava acompanhada da mãe, Vera, que continuou no cesto até ele tombar.

Das nove pessoas que estavam no balão, sete eram passageiros. Havia ainda um fotógrafo e o piloto. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os feridos têm entre 28 e 69 anos.

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