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Advogado do Corinthians minimiza pedido de impeachment de Andrés e admite 177 ações trabalhistas contra o clube

Andrés Sanchez é combatido politicamente no Corinthians. Foto: Mauro Horita/AGIF

O Corinthians vive grande tensão nos bastidores contra o presidente Andrés Sanchez. O grupo de oposição Frente Liberdade Corinthiana protocolou um pedido de impeachment no Foro de Tatuapé, em São Paulo, alegando gestão temerária e enumerando algumas questões que considera prejudiciais ao clube.

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Por enquanto, a liminar não foi concedida e Andrés segue normalmente como mandatário.

O blog conversou com o diretor jurídico corintiano, Fábio Trubilhano, a respeito do assunto. O advogado não se mostrou muito preocupado com a ação contrária.

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“Não fomos intimados ainda e ficamos sabendo pela imprensa. Não houve nenhuma ação citada para que se promova a defesa. Houve um despacho para que os autores regularizassem a questão processual, esclarecendo alguns pontos. Formalmente, não há a citação do presidente. Há um pedido de tutela de urgência que a gente vê totalmente descabido, no que me cabe analisar. Minha expectativa é de que não haverá tutela de urgência. Há uma distância imensa num processo e um risco de que haja perda para comandar o clube. Vejo mais um viés político de uma ala de um grupo que não concorda com o presidente. Acredito que, se houver algum processo, isso não vai terminar antes do fim da gestão”, afirmou.

Trubilhano esclareceu também o que irá ocorrer, caso a liminar seja concedida, impedindo a atuação de Andrés. “Não trabalho com concessão de liminar, mas se houver por questões subjetivas e o juiz entender que sim, entraremos com recurso. Não vejo como factível Andrés deixar o cargo. Há fatos na ação de 30 anos atrás. Me parece que não há desdobramentos que irão prejudicar o presidente. Entendemos que o Andrés irá terminar seu mandato normalmente”, ressaltou.

A gestão de Andrés tem sido combatida internamente pelo déficit de R$ 177 milhões nas contas de 2019 e pela quantidade de processos trabalhistas contra a instituição. Hoje, o Corinthians tem 177 ações trabalhistas em andamento, algo que é minimizado por Trubilhano.

“A quantidade assusta o Corinthians e as empresas em geral. O Brasil tem uma das maiores quantidades de ações no mundo. Com a reforma trabalhista, isso tende a diminuir. Não há como impedí-las e há um histórico de vitórias, facilitando os processos. Corinthians é um clube muito grande com funcionários de diversos setores. 177 ações é bastante, gostaríamos que não houvessem, mas há muitos processos bem antigos, que vão se acumulando. O passivo trabalhista não é possível ser mencionado porque é muito relativo, porque as ações estão em trâmite”, concluiu.

Recentemente, o Corinthians foi alvo de ações de Jucilei, Juninho Capixaba e Wanderers-URU pelo zagueiro Bruno Mendes. Trubilhano garantiu que o caso do uruguaio já foi resolvido.

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