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Advogado de Mariana Ferrer fala em provas ‘acachapantes’ de estupro e pede anulação de sentença

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Advogado de defesa usou fotos de Mariana para atacar a jovem (Foto: Reprodução/The Intercept Brasil)
Advogado de defesa usou fotos de Mariana para atacar a jovem (Foto: Reprodução/The Intercept Brasil)

O advogado da influenciadora Mariana Ferrer, Julio Ferreira da Fonseca, garantiu que há “provas acachapantes” de que André de Camargo Aranha cometeu o crime de estupro. A declaração foi dada ao portal UOL.

Apesar das provas que Fonseca afirma existir, o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, inocentou o empresário.

Entre as provas estão o exame de DNA feito nas roupas íntimas de Mariana, que mostra que há material genético de Aranha. Há, ainda, o exame de corpo de delito, que comprova rompimento do hímen da jovem e relação sexual.

Outra prova é o depoimento do motorista do Uber que levou a jovem para casa. Ele relatou que Mariana estava em “estado transtornado”.

A audiência sobre o caso, que aconteceu em 9 de setembro, voltou a chamar atenção nesta semana, quando o portal The Intercept Brasil revelou vídeos em que o advogado de Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho, usa fotos de Mariana para ataca-la e humilha-la.

Fonseca assumiu o caso depois da audiência. Até então, Mariana era representada por um defensor público.

Os métodos de Cláudio Gastão da Rosa Filho foram condenados pela OAB, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e pelo Conselho Nacional de Justiça. A senadora Rosa de Freitas também pediu a anulação da sentença.

Para Fonseca, o processo tem falhas e é problemático. Por isso, ele pede que a sentença seja anulada em uma apelação que fez há aproximadamente um mês no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Ao UOL, ele afirmou que o pedido ainda não teve andamento. Já o TJ-SC explicou que a sentença está “sujeita a revisão por instâncias superiores”. O advogado se disse confiante.

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Fonseca ainda criticou o promotor Thiago Carrico de Oliveira, quem criou a teoria de que o crime foi “sem dolo”, ou seja, sem intenção. "Pergunta para o promotor por que nas alegações finais ele confirma que foi 'fulano de tal', que houve conjunção carnal e que a vítima estava vulnerável, mas, no meio do caminho, mudou de ideia e se manifestou pela absolvição? Nunca vi isso: você confirma a autoria, a materialidade [que o crime aconteceu] e depois absolve. Isso é brincadeira", declarou o advogado de Mariana.

O Ministério Público de Santa Catarina afirmou ao UOL que o vídeo divulgado pelo Intercept foi manipulado. Fonseca defendeu a retirada do sigilo do caso, já que o caso passou a ser de interesse público. O promotor responsável pediu que o sigilo do vídeo da audiência seja derrubado.

Cláudio Gastão da Rosa Filho afirmou que, ao atacar Mariana, estava “exercendo seu papel”. Em nota, ele lamentou o “mal-entendido, caso alguém tenha se sentido ofendido”.

A decisão do juiz Rudson Marcos foi tomada em primeira instância e ainda cabe recurso.