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ADM fixa metas para proteger florestas e terá compras indiretas rastreadas até 2022

·3 minuto de leitura
Logo da ADM em tela na bolsa de valores de Nova York, EUA

SÃO PAULO (Reuters) - A gigante de trading e processamento de commodities agrícolas ADM anunciou nesta terça-feira algumas metas de sustentabilidade como forma de proteger florestas e a biodiversidade, estabelecendo 2022 como o prazo final para ter rastreada a origem de todas as suas compras indiretas de produtos como soja e milho.

Atualmente, a companhia já monitora via satélite e com o cruzamento de dados públicos todas as compras feitas diretamente junto aos produtores, mas não aqueles grãos originados por meio de parceiros em países como Brasil, Paraguai e Argentina.

Além disso, a ADM afirmou que quer eliminar, até 31 de dezembro de 2030, a compra de produtos de áreas florestais convertidas em lavouras, ainda que o desflorestamento tenha sido realizado legalmente --no Brasil, pela lei, produtores podem desflorestar parte de suas terras, em percentuais que dependem da região.

No início do mês, uma das rivais da ADM, a Bunge, anunciou o lançamento de um programa para monitorar a soja adquirida de fontes indiretas no Cerrado brasileiro, em momento em que o mundo cada vez mais se preocupa com o desflorestamento associado à agricultura ou pecuária.

A ADM, assim como a Bunge e outras grandes tradings do setor, já tem por política não comprar soja com origem em desmatamento ilegal.

Mas a Bunge estabeleceu uma meta mais ambiciosa sobre a data limite para comprar grãos do Cerrado que tenham sido cultivados em áreas desflorestadas dentro da legalidade: 31 de dezembro de 2024.

ADM, Bunge e outras companhias já são signatárias de um acordo privado chamado Moratória da Soja, que proíbe a compra de grãos cultivados em áreas do bioma amazônico desmatadas após 2008, mesmo que o desflorestamento de parte da propriedade tenha ocorrido de forma legal.

"A ADM é a ponte entre o produtor na fazenda e o consumidor que encontra as marcas em nossas mesas, e estamos em uma posição única para influenciar as práticas sustentáveis em toda a cadeia de abastecimento", disse o presidente e CEO da ADM, Juan Luciano, em nota.

"Estamos totalmente comprometidos com as florestas nativas e com a preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos em nossa cadeia de abastecimento. Esta nova política reafirma o compromisso da ADM com a compra responsável e nos ajudará a reduzir ainda mais o impacto de nossas operações e cadeia de suprimentos, e continuará a manter nossos fornecedores em padrões elevados", afirmou.

A ADM disse que também promoverá outras iniciativas que protejam a vegetação nativa com o objetivo de acabar "no menor tempo possível com a conversão da vegetação em biomas Cerrado e Chaco na América do Sul".

Ainda nesta terça-feira, o líder de sustentabilidade da ADM na América Latina, Diego Di Martino, esclareceu que a conversão de vegetação nativa, principalmente em produção de soja, no Cerrado brasileiro já é muito pequena em relação ao tamanho do cultivo na região.

"Nos últimos cinco anos no Cerrado, onde se planta 50% da soja do país... apenas 2% do que é produzido ali vem de conversão de área (de vegetação) nativa", afirmou ele durante evento transmitido pela internet.

Segundo Martino, "esse é o recado que precisamos mandar lá fora", pois é necessário esclarecer "o tamanho de cada assunto".

Sobre as iniciativas sustentáveis de companhias concorrentes, como é o caso da ADM e da Bunge, ele avaliou que há espaço para que tradings e exportadoras façam ações conjuntas, "e é o correto".

O executivo ainda disse que estas ações envolvendo diversas companhias acontecem por meio das associações tanto no Brasil, com entidades como a Anec e Abiove, quanto no exterior.

A empresa deve divulgar um relatório sobre o tema até o final do primeiro trimestre de 2022.

(Por Roberto Samora e Nayara Figueiredo)