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ADM e Bunge se negam a comprar produtos de novas áreas desmatadas na Amazônia

Juan Karita/AP

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Empresas utilizam satélites de monitoramento para garantir nova política.

  • A Bunge afirmou que está avaliando as informações disponíveis sobre número e localização dos incêndios existentes na Amazônia a fim de definir seus passos seguintes sobre compras.

Por meio de comunicados separados, as comercializadoras de grãos Archer Daniels Midland e Bunge informaram nessa sexta-feira (30) que não comprarão produtos de novas áreas desmatadas na Amazônia e que utilizam satélites de monitoramento para resguardar suas políticas.

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A informação é da agência Reuters, segundo a qual a Bunge afirmou que está avaliando as informações disponíveis sobre número e localização dos incêndios existentes na Amazônia a fim de definir seus passos seguintes sobre compras.

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Representante de empresas como ADM e Bunge, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontou esta semana que o plantio de soja nas dez cidades que mais reportaram incêndios neste ano é inexpressivo em relação à produção total da oleaginosa.

De acordo com um estudo realizado pela entidade, os dez municípios com mais queimadas de janeiro a julho plantaram somente 30 mil hectares na última safra. Desses, 17 mil foram em Novo Progresso (PA), onde produtores participaram recentemente do chamado “dia do fogo”.

Além disso, Apuí (AM), cidade que mais registrou focos de incêndios na região, não possui cultivos de soja, enquanto Altamira (PA), segunda com maior índice de queimadas, conta somente com 2 mil hectares plantados com a oleaginosa.

A Abiove é uma das líderes da chamada Moratória da Soja, que impede a compra e financiamento pelas tradings de safras cultivadas na região amazônica após 2008.

O órgão reconhece que a soja ocupa uma área relativamente importante da Amazônia, mas pondera que 98% do plantio realizado no bioma veio após a Moratória da Soja, em áreas desmatadas antes de o programa ter sido instituído.