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Três estaduais já foram adiados por causa da Covid-19; veja a situação dos campeonatos pelo país

Carol Knoploch, Marcelo Antônio Ferreira e Tatiana Furtado
·4 minuto de leitura

Em março de 2020, o futebol brasileiro parava por causa da pandemia de um vírus ainda pouco conhecido. Um ano depois, com o recrudescimento das infecções, colapsos no sistema de saúde, recordes de mortes por Covid-19, novas variantes e vacinação em ritmo lento, a bola novamente está dividida. É hora de paralisar as competições novamente? Para o Ministério Público, sim. O MP vai recomendar à CBF a suspensão de todas as partidas no país.

Uma carta, a ser assinada em conjunto pelos presidentes das comissões estaduais do MP que tratam da segurança nos estádios, será entregue à entidade. Esta semana, a CBF realizou o sorteio da Copa do Brasil, com 40 jogos a serem disputadas nas próximas duas semanas em todo o país. Procurada pela reportagem, a entidade não se pronunciou.

— Todos os colegas que integram a comissão entendem que se não houver o acatamento dessa recomendação, serão ajuizadas ações em todos os estados. Vivemos situação que preocupa a todos e esses deslocamentos de equipes de um estado para outro trarão mais possibilidade de contágio — disse o presidente da Comissão Nacional de Combate e Prevenção à Violência nos Estádios do Ministério Público, Valberto Lira ao ge.

Por enquanto, as decisões têm sido descentralizadas, com alguns estados e municípios adotando medidas restritivas e suspendendo partidas de futebol, ainda que sem a presença de público. A opinião dos envolvidos também não faz coro único. De um lado declarações fortes, como a do técnico Lisca, do América-MG, que desabafou quarta-feira:

— Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos. É hora de segurar a vida. Estamos apavorados.

Do outro lado, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, que considera um jogo de futebol “o lugar mais seguro”. Ao longo do Brasileiro, no entanto, houve casos de surtos em vários clubes, não necessariamente durante as partidas.

SC, PR e AC: adiados

Quem é favorável à manutenção do futebol cita exemplos dos países europeus. Lá, mesmo durante o bloqueio total das atividades, os campeonatos prosseguiram.

No Brasil, as decisões não partem dos entes esportivos. As suspensões ou adiamentos atuais seguem decretos governamentais. No momento, apenas três federações tiveram de suspender ou remanejar jogos: Ceará, Paraná e Santa Catarina. O Acreano teve seu início, marcado para domingo, adiado.

Tanto o Paranaense quanto o Catarinense foram paralisados por causa de decretos de governo. Os dois estados vivem o pior momento da pandemia, com lotação dos hospitais.

No caso de Santa Catarina, cidades como Chapecó, Criciúma e Tubarão proibiram a realização de jogos por 15 dias. Assim, a federação local se viu obrigada adiar as rodadas do estadual até o dia 19. Na Copa do Brasil, os clubes locais farão seus jogos fora de casa.

O Paraná se encontra sob decreto estadual desde 27 de fevereiro, que prevê o fechamento de todas as atividades não essenciais até 8 de março. Curitiba, Cascavel, Toledo, Londrina e Maringá seguiram as determinações e proibiram a realização dos jogos. Das 12 partidas das duas primeiras rodadas, só duas foram realizadas. A terceira rodada, que seria neste fim de semana, foi suspensa.

A Federação Paranaense pensa em retomar os jogos na terça, um dia após o fim do decreto estadual, caso ele não seja renovado.

CE: sem jogos na capital

No Ceará, o lockdown em Fortaleza causou alteração apenas em um jogo da rodada deste fim de semana. As partidas no interior estão mantidas, e a Federação Cearense ainda estuda se vai manter ou adiar o início da segunda fase, no próimo dia 10. Jogos da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil estão permitidos.

— Argumentamos que haveria prejuízo financeiro aos nossos principais clubes — diz o presidente da Federação Cearense, Mauro Carmélio.

RS: partidas depois das 20h

No Rio Grande do Sul, as partidas estão permitidas. A única determinação do governo é que ocorram a partir das 20h, quando está previso um toque de recolher e o fechamento de bares e restaurantes, para evitar aglomerações.

— Não entramos nessa discussão de paralisação com os clubes nesse momento. Desde o ano passado, sigo as determinações do governo do Estado. Entendo que essa gestão das atividades deve ser feita pelo governo. Respeitamos os protocolos sanitários, mas a decisão é do governo. Eles estão confiantes nas nossas ações mas sim, vejo uma grande preocupação da população de uma forma geral em todo o país em relação ao momento atual e uma eventual necessidade de paralisação geral — disse Luciano Hocsmann, presidente da Federação Gaúcha.

RJ, SP e MG: sem mudanças

Os governos de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais não mexeram com o calendário do futebol em seus decretos recentes. A Federação Paulista e os clubes se apoiam no fato de que os protocolos utilizados para prevenção da Covid-19 foram analisados e aprovados pelo governo do estado de São Paulo.

A entidade carioca segue as diretrizes do estado. Se o governo mandar parar, vai parar. Mas reforça que e os médicos dos clubes do Rio elaboraram o protocolo Jogo Seguro, documento de biossegurança mais elogiado do país. Nele, apenas as questões sanitárias são tratadas. Qualquer decisão de cancelamento ou suspensão de partidas será determinado pelos órgãos públicos.