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Adeptos do Poliamor pedem mudança no status de relacionamento no Facebook

A Meta recebeu uma carta aberta de um grupo apoiador do Poliamor com uma crítica aos status de relacionamento do Facebook. Segundo a Organização para o Poliamor Ético e a Não-Monogamia (OPEN, na sigla em inglês), a rede social adota uma política arbitrária e exclusiva ao restringir a marcação de perfis.

O Poliamor é uma filosofia de vida que prega relacionamentos abertos, seja romântico ou sexual, com mais de uma pessoa ao mesmo tempo e consentimento de todos os envolvidos. Hoje, o Facebook oferece a possibilidade de marcar o status como "Em um relacionamento aberto", mas possibilita a marcação de um único parceiro.

Adeptos do poliamor querem que o Facebook permite marcar mais de um parceiro como "relacionamento aberto" (Imagem: Reprodução/Freepik)
Adeptos do poliamor querem que o Facebook permite marcar mais de um parceiro como "relacionamento aberto" (Imagem: Reprodução/Freepik)

Um porta-voz da Meta afirmou ao jornal The New York Times que a empresa recebeu a carta e confirmou que os usuários já possuem a liberdade de escolha. No entanto, não disse se pretende mudar o sistema para que mais de uma pessoa possa ser marcada na lista de pares em relacionamento.

Além da OPEN, a carta também contava com apoio da Coalizão Nacional pela Liberdade Sexual e do Centro de Sexualidade Positiva. Conforme explicou o diretor-executivo da OPEN, Brett Chamberlin, cerca de 20% das pessoas do mundo dizem ter se envolvido de alguma forma como a "não-monogamia consensual". Essa terminologia é usada para várias práticas amorosas como o poliamor, a bigamia e o swing — troca de parceiros sexuais de modo ocasional.

Poliamor e os aplicativos

Chamberlin explica que uma das vertentes mais recentes é chamada "anarquia de relacionamento", na qual os participantes não seguem norma alguma estabelecida em relacionamentos. O que pode e o que não pode é definido pelas pessoas envolvidas, sem qualquer imposição de regra social prévia. "A não-monogamia ética não é novidade, mas tecnologias como a internet facilitaram para as pessoas construir comunidades e buscar estilos de vida que podem não ter sido aceitos na cultura dominante antes", declarou o diretor.

De fato, há diversos grupos no Facebook dedicados à prática e até criadores de conteúdo especializados, que tratam sobre a prática em podcasts, artigos e vídeos com relatos. Aplicativos dedicados ao modelo também já existem: Feeld e #open são os mais indicados para quem deseja ter uma experiência amorosa ou sexual aberta.

Há diversos apps que incentivam a prática, como o Feelds, mas o Facebook ainda não permite (Imagem: Reprodução/Feelds)
Há diversos apps que incentivam a prática, como o Feelds, mas o Facebook ainda não permite (Imagem: Reprodução/Feelds)

No TikTok, por exemplo, a influenciadora digital Taylor Frankie Paul conta com 3,6 milhões de seguidores e já falou sobre o seu casamento aberto. Ela e o marido são praticantes de swing e conversam sobre isso com seus seguidores. Recentemente, o casal abriu um processo de divórcio porque alguém quebrou as regras do acordo.

Outro exemplo de não-monogamia são Will Smith e Jada Pinkett Smith. Um dos casais mais famosos de Hollywood chegaram a manter um casamento aberto durante algum tempo, no qual ambos poderiam se relacionar com outras pessoas. Willow Smith, filha do casal, também seguiu os passos dos pais e já declarou ser adepta do poliamor.

Jovens são mais liberais

Aliás, os mais jovens parecem estar alinhados à prática de relacionamentos abertos. Uma pesquisa do YouGov entrevistou cerca de 1.340 pessoas e descobriu que 43% dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996) disseram que o relacionamento ideal seria não-monogâmico. Na geração X (nascidos entre 1965 e 1981) e nos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964), os números foram bem menores: 30% e 25%, respectivamente.

O diretor da OPEN acredita que a prática segue em alta e que muita gente tem vontade de divulgar seus estilos de vida para incentivar outras pessoas. Mesmo assim, não o fazem por medo de perder o emprego, pelo julgamento familiar ou por problemas com a justiça. Ele acredita que a abertura do Facebook seria um primeiro passo para criar um espaço mais inclusivo e seguro para os praticantes se libertarem sem tantos preconceitos.

Por ter se tornado uma rede social voltada para os mais velhos, parece improvável que o Facebook mude os status para atender a algo popular entre os mais jovens. O Instagram e o TikTok, talvez, pudessem navegar por essas águas, mas nenhuma das redes anunciou nada parecido nos últimos tempos, portanto não dá para prever um cenário positivo para os adeptos do poliamor nas grandes mídias sociais.

Fonte: Canaltech

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